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19 MAR 2014
categoria: Dicas práticas
tags: pragas

Lagarto, o melhor inseticida para sítios e chácaras

– Com tanto espaço, por que eles têm que se esconder aqui?

Essa é a pergunta que dona Fátima fazia todas as manhãs, assim que acabava de lavar a varanda de sua chácara. Balde e vassoura em punho, ela olhava desanimada para o chão, onde a água fazia uma poça perto de um grande cano de esgoto. Perto da casa dos lagartos.

Dez anos atrás, quando legislei em favor dos répteis pela primeira vez, eles eram um simpático casal com pouco mais de um metro de comprimento do focinho à ponta do rabo. Hoje, são cinco grandes répteis que passam as manhãs em busca de comida e as tardes lagarteando ao sol. Levariam um vida pacata de cidadãos anistiados não fosse o fato de hibernarem justo no cano de escoamento da lavanderia, no quintal da, digamos, casa de campo da minha sogra.

Sou uma defensora fervorosa do equilíbrio ecológico. Por mim, girinos deveriam ser vendidos em saquinho, que nem peixinho dourado, para que cresçam e acabem com as moscas. Depois, estariam liberados para curtir a aposentadoria coaxando num charco no interior. Tamanduás poderiam ser alugados para uma curta temporada no forro da sua casa, exterminando cupins e formigas. Só as lagartixas seriam receitadas mediante prescrição biológica, porque não são capazes de discernir pernilongos de borboletas.

Um lagarto é mais eficiente do que um gato nas táticas de guerrilha anti-ratos. Uma família de cinco répteis dá conta de manter livre de pragas um estoque inteiro de cereais. Você não precisa se culpar por deixá-los sozinhos no final de semana nem tem de andar com um saquinho plástico nas mãos enquanto seu lagarto se alivia no jardim. Eles não latem, não rosnam, não precisam desmamar, são limpos e trocam de roupa sozinhos.

Lagartos se mantém íntegros até quando você tenta enxotá-los: a língua bifurcada vibra no ar, como a lembrá-lo de que eles podem ser tão traiçoeiros quanto suas primas cobras. Se quer viver bem ao lado de um lagarto, aprenda a tocar flauta.
12 MAR 2014
categoria: Dicas práticas
tags: pragas

Por que você deveria rezar para choverem sapos

Eu não desejo que nenhuma praga bíblica irrompa dos céus nem que comecem a chover gafanhotos, mas se aparecessem mais sapos nas nossas hortas a gente poderia aposentar os inseticidas. Os animais de respiração cutânea costumam ser bem sensíveis à poluição e aos agrotóxicos – você também seria se respirasse pela pele. E é justamente porque vivemos num mundo cada vez mais poluído e onde se consome agrotóxico que nem refrigerante que os sapos, coitados, vêm desaparecendo. Para nosso azar.

Isso me lembra umas férias em Pindamonhangaba (SP). O calor abrasador obrigada eu e um grupo de amigos a nos mantermos molhados – o sítio tinha um laguinho artificial muito do bem vindo. Não precisei nem de dois minutos dentro da água para sentir uma coceirinha nas pernas. Olhei para baixo e vi que milhares de minúsculos peixinhos pretos me mordiscavam. Deviam estar entediados. Ou achando que eu era algo como uma minhoca gigante. Voltei ao livro que tinha apoiado estrategicamente na borda do lago e os deixei em paz.

Meu sossego durou até que uma das companheiras de viagem desse um berro enquanto apontava para minhas pernas: “Girinos!”. Minha primeira reação foi pensar éca. Girinos viram sapos. Sapos são gosmentos. E comem moscas. Nem precisa ser craque em sofisma para ver aonde isso vai dar: girinos são nojentos. Asquerosos. Morféticos e piolhentos. Para dizer o mínimo. Éca.

Mas girinos são os peixinhos dos sapos, canta Arnaldo Antunes. São pequenos demais para dar medo, molhados demais para parecerem gosmentos e ainda não foram iniciados na estimulante dieta dos pais, de modo que não comem nada muito diferente do que qualquer peixinho. Voltei ao livro torcendo para a menina nos deixar em paz, a mim e aos girinos.

Isso foi há dez anos. Depois de nadar com girinos, nunca mais tive nojo de sapo. Rãs costumam ser mais carismáticas, é claro, mas os sapos também têm seu valor. Lembro da música do sapo que não lava o pé. Gosto quando a letra reforça que ele “não lava o pé porque não quer”. Esperto esse sapo. Decidido. Sabe o que quer e hoje, definitivamente, ele não vai lavar o pé. Não mesmo. Fim de conversa. Deixe o sapo em paz. Mas ele bem que podia vir aqui em casa comer umas lesmas, hein?
15 JAN 2014
categoria: Dicas práticas
tags: pragas

Acabe com carunchos sem acabar com suas plantas

Foi num pacote de macarrão que apareceu o primeiro caruncho aqui em casa. Como eu cozinho superpouco, quando quis fazer sopa, a embalagem estava tomada por esses fiadapííí desses besourinhos. Em poucas semanas, as pestes tinham feito túneis dentro do vidro de fubá, furado o saco plástico do arroz e até no meio das minhas avelãs — céus, minhas avelãs maravilhosas! — encontrei esses pestinhas andando vagarosa e determinadamente. Aquilo me emputeceu de um jeito que passei óleo de cravo nas prateleiras da despensa e joguei todas as farinhas no lixo. Ah, tolinha.

De fato, o óleo de cravo tirou as pragas de seus buracos. Só que, no dia seguinte, havia caruncho em cada recôndito da cozinha: fui pegar o Toddy pra fazer meu café da manhã e um deles ficou boiando no meio leite. No pacote de pão, outro passeava alegremente. Nas três tigelas de água dos gatos havia carunchos suicidas e no lavabo perto da cozinha, encontrei dois besourinhos andando no teto (!).

E então, quando não havia mais nada que eu pudesse fazer, quando minhas manhãs se resumiam a examinar atentamente cada ameaçadora fatia de pão de forma, eu fiz a única coisa que funcionou: chorei. Foi num dia em que acordei resfriadaça, nariz entupido, olhão vermelho lacrimejento, corpo pedindo um tetê quentinho e eu peneirando caruncho. Parecia um pesadelo. Aí, marido fez uma coisa heróica: pegou um balde e limpou o armário de alto a baixo. Não sobrou uma avelã pra contar história. Os malditos iam desentocando e andando pelo chão, mas o homem foi implacável e passou pano na cozinha inteira. E os que ainda se atreveram a galgar novos territórios morreram na chinelada, que eu fiz questão de participar do Dia do Grande Êxodo.

Aí que eu queria terminar o post aqui, mas seria uma inverdade. No mesmo dia, fui ao shopping buscar uma calça na costureira. Estava com marido em frente ao balcão, coloquei a mão na bolsa pra pegar a carteira e dei um berro. Preso no meu braço qual broche, o que vi? Não, meu caro Watson, não era um caruncho. No subsolo de um shopping na capital mais cinzenta do Brasil, consegui a façanha de ser picada por um marimbondo.

Odeio insetos. Podiam botar borboletas e joaninhas em outra categoria animal, não?
13 NOV 2013
categoria: Dicas práticas

Onde tirar suas dúvidas sobre plantas

Você tem uma planta e não sabe o nome. Ganhou uma orquídea, mas não tem a menor ideia de como cuidar dela. Encontrou insetos na sua horta e gostaria de acabar com eles sem comprometer sua salada. Foi para resolver problemas como esse que eu criei o site Minhas Plantas, no primeiro dia de Primavera de 2012.

Porque eu já fui a pessoa que entra na internet em busca dessas respostas – e não encontrava nada escrito de uma maneira que eu entendesse. Toda vez que eu lia algo como "simpodial", "rizoma" ou "caducifolia", juro, tinha vontade de desistir. Até hoje eu tenho pavor desses termos, mas finalmente aprendi o que significam e, aos poucos, procuro explicar coisas complexas de uma maneira mais simples.

Uma planta pode crescer de duas formas: para cima, como as árvores (chamado de crescimento "monopodial"), ou para os lados, como os morangos, que ficam sempre do mesmo tamanho, mas produzem cabinhos horizontais de onde sairão seus "filhos". Esse crescimento dos morangos e de muitas outras plantas se chama "simpodial", e é sempre útil saber para posicionar a planta direito no vaso. Afinal, se ela crescer só para os lados, precisará de bastante espaço com o passar dos anos.

"Rizoma" é outra palavrinha feia, mas fácil de entender: trata-se do caule rastejante das orquídeas, que fica encostadinho ao solo ou ao tronco de uma árvore. Olhe abaixo das folhas e você o encontrará. Ele nunca deve ser enterrado, porque, ao contrário das batatas e dos nabos, apodrece.

E pra terminar o show de horrores, "caducifolia" é o termo usado para as plantas que perdem as folhas em alguma época do ano, como os ipês, por exemplo. Espécies caducas enchem o chão de folhas secas, daí ser bacana saber disso ao plantar uma árvore perto da sua piscina ou na gramado em frente à porta.

Essas e outras dúvidas assombram qualquer pessoa que queira cuidar de uma plantinha em casa. E nem precisa ter vontade de virar paisagista profissional pra se deparar com uma palavra complicada, não. Tá lá no saco a palavra "substrato", que não me deixa mentir. Ou o enigmático "NPK", a sigla mais famosa da botânica. Para uns, esses são estímulos à curiosidade, à prazerosa investigação. Mas para a maioria das pessoas, esses termos complicados acabam com o desejo de ter uma horta em casa, de semear margaridinhas num canteiro ou mesmo de ter um vaso de violetas no escritório.

Por isso, antes que você desista das luvas de jardinagem e aposente seus vasos de barro, faça uma visita ao Minhas Plantas. Ele foi feito por quem já passou por todos os perrengues que você está passando. Por quem já encontrou as mesmas dificuldades que você está vivendo e já chorou muito ao encontrar nas plantas tantas lesmas e tão poucas borboletas.

Se dê um minutinho para ler algumas das dúvidas já respondidas em Dúvidas. Assista a um vídeo ensinando a regar uma orquídea. Ouça um programa para a Rádio BandNews FM – eu nem ligo de você tirar sarro do meu sotaque de Piracicaba. Fuce nas Plantas já publicadas, todas com curiosidades, usos medicinais, informações bem práticas para plantar e adubar. Vale até dar uma passada na seção de Culinária para conferir algumas das gostosuras que você pode fazer com o que plantou. Ou se enturmar com os blogueiros parceiros, tão apaixonados por plantas quanto eu e você.

Só depois de conhecer o Minhas Plantas você vai entender que dedo verde não nasce pronto, precisa ser regado com muita informação. Semeie essa ideia!
10 ABR 2013
categoria: Dicas práticas
tags: pragas

Como acabar com lagarta nas plantas de forma natural

Identifique a planta atacada procurando no chão por bolinhas pretas, os cocôzinhos da lagarta - se a planta estiver num vaso isso será mais fácil. Investigue as folhas bem de perto em busca de uma coisa verde que se mexe. Ponha luvas se a coisa for preta, vermelha ou peluda. (Se for peluda, marrom e imóvel, pare de tentar puxar o caule da samambaia). Segure a lagartinha delicadamente com os dedos em pinça e coloque-a em um potinho com tampa furada. Procure se lembrar que aquela coisa agitada e pegajosa logo se tornará uma borboleta, que polinizará suas flores e trará vida a seu jardim.

2. Pegue a coisinha verde e mole que parou de mastigar para não ser vista e, com jeitinho, ponha a pequena faminta junto com a amiguinha. Providencie uma folha de repolho para as duas prisoneiras. Limpe o cocô da vasilhinha e certifique-se de ter rosqueado bem a tampa. Mentalize que os dois insetinhos logo virarão casulos e pararão de comer e soltar excrementos.

3. Segure com firmeza a lagarta que começou a comer mais depressa para garantir a refeição, duas folhas acima. Pragueje baixinho enquanto tenta colocá-la no potinho ao mesmo tempo em que impede que as outras duas fujam. Limpe o cocô e acrescente duas folhas de repolho. Afaste da mente a imagem de saírem mariposas e não borboletas dos malditos casulos.

4. Vire a planta do avesso para encontrar três lagartas escondidas atrás dela. Sacuda a folha até que as fiadumaégua caiam numa bacia. Passe as lagartas anteriores para a bacia e lacre a tampa com cola quente, lembrando-se antes de jogar couve e um repolho inteiro para as pestes. Procure na internet alternativas para polinizar as plantas sem borboletas ou mariposas.

5. Descarte suas luvas cobertas de baba verde e coloque luvas novas. Anote num papel para comprar repolho e couve na feira. Limpe o cocô das pestes com uma pá enquanto abre espaço na bacia para arremessar o que sobrou de uma folha com uma gangue inteira de taturanas assassinas. Solte um palavrão. Peça ajuda a um amigo de sangue-frio e coração mole para retirar da parede as lagartas que fugiram enquanto você adicionava as mais recentes. Solte outro palavrão, mais comprido, enquanto tenta se recordar de como era seu jardim antes do ataque das pragas do Egito. Procure o telefone da Vigilância Sanitária e cheque no pet shop se há sapos à venda.

6. Coloque luvas novas enquanto vai até a casa do vizinho tirar das plantas dele as lagartas que fugiram pelo muro. Chame um serralheiro para soldar o contêiner de metal com as lagartas dentro, não sem antes atirar ali cinco repolhos, oito couves e dez maços de brócolis. Ignore as risadinhas delas. Ligue no Instituto de Biologia da Faculdade de Ciências Naturais mais próxima e pergunte quantas semanas levam para as lagartas do capeta encasularem. Experimente oferecer uma propina para eles levarem o conteiner pra faculdade. Em caso negativo, satisfaça-se com a ideia de que gafanhotos fariam um estrago ainda pior.

7. Assim que os casulos abrirem, pegue sua bicicleta e leve as abomináveis mariposas para um passeio a pelo menos 10 km da sua casa. Solte-as num local com muitos pássaros. E sapos. Volte com a alma leve por não ter poluído nem o ar nem a água com nenhum pesticida e por cultivar seu adorável jardim de forma sustentável. Solte um sonoro xingamento ao chegar em casa e encontrar uma lesma na sua begônia preferida.

Próximos textos:
- Como acabar com lesma de forma natural
- Como acabar com lagarta nem que seja preciso usar armas químicas de destruição em massa
17 MAR 2013
categoria: Minhas raízes
tags: pragas

Recado a uma lesma: não é nada pessoal, mas...

Estou numa guerra dos infernos com Dona Eufrália e suas filhas. A gente se detesta desde o dia em que nos conhecemos. Durante o dia, ela e sua prole se espalham; à noite, lanterna em mãos, eu as expulso, uma a uma, do meu vaso de petúnia.

Esse é o problema das lesmas: elas se multiplicam muito rápido. Desde que assassinei sem querer o marido de Dona Eufrália, a velha lesma não me deu mais sossego. Comeu todos os brotos da petúnia. Deixou seu visco brilhante por flores e folhas e começou um ardiloso plano de expansão para vasos vizinhos. Peguei uma de suas filhas dois andares abaixo, se preparando para atacar meu cacto preferido.

Gente de coração mole como o meu não consegue diferenciar a vida de uma minhoca da de uma lesma. Para mim, ratos são tão fofinhos quanto esquilos, ainda que tenham maus-modos à mesa. Morcegos são passarinhos noturnos. Hienas são cães que riem. Nenhum bicho vale mais que outro — humanos incluídos.

Só porque não conheço uma função interessante para uma lesma, não vejo porque matá-la. O que Dona Eufrália claramente não entende, dada a raiva com que instrui suas filhas a destruir minhas plantas. Então, toda noite, eu as recolho com uma varetinha, atravesso a rua e deposito, lesma por lesma, no gramado da praça. Já que estamos em guerra, elas que se entendam com os passarinhos.
16 NOV 2012

Entenda o que sua planta diz

Já ouvi muito dono de cachorro dizer que eles são fáceis de entender. Orelhas em pé são sinal de alerta. Língua dependurada pra fora é cachorro com sede ou cansado. Dentes bem à mostra e pelo arqueado alertam para uma eventual mordida. Latidos pedem atenção. E qualquer pessoa que tenha visto um cão balançando o rabo de um lado para o outro entende que o bicho está feliz. Pois é, quem consegue aprender cachorrês está a meio caminho de falar a língua das plantas. Se existisse um dicionário de plantês, os verbetes seriam mais ou menos assim:

Folhagem rala
“Um vaso maior ia bem, hein?”

Pontas amarelas
“Exagerou no adubo de novo?

Folhas caem ainda verdes
“Troque meu substrato , ele está apodrecendo!”

Folhas mal-formadas
“Você está me dando muito adubo.”

Ramos finos e com poucas folhas
“Tô anêmica, preciso de adubo...”

Folhas pálidas
“Encontre uma sombrinha pra mim, vai?”

Está há anos sem dar flor
“Sem adubo e claridade, nada de flor, meu bem.”

Pintinhas pretas nas folhas
“Preciso de remédio contra fungos e bactérias!”

Constante ataque de cochonilhas
“Me leve para um local mais arejado, poxa...”

Folhas cheias de fuligem
“Preciso fazer uma limpeza de pele urgentemente...”

Formigas nos brotos
“Tô cheia de pulgões, me dê um banho de óleo de Neem!”

Queda das flores ainda em botão
“O vento derrubou meus bebês...”

Folhas parecem emboloradas ou enferrujadas
“Me dê remédio antifungo urgentemente!”

Queimaduras circulares nas folhas
“O sol está passando por alguma fresta e queimando minha pele!”

Caule mole
“Tá pensando que sou peixe? Diminua as regas – e tire esse prato dos meus pés.”

Folhas e caules murchos
“Você quer me matar de sede, é?”

Um monte de raízes à vista
“Ah, o que eu não daria por um vaso maior...”

Folhagem com rastros brilhantes
"Socorro, estou sendo atacada por lesmas e caracóis!!!"

Frutas azedas
"Me dá mais água que eu faço elas bem docinhas."
04 NOV 2012
tags: pragas

Receitas caseiras contra as pragas mais comuns

Cochonilha
Como é? Marrom e cascudinha ou branca e peluda como um algodão.
Onde fica? Nos brotos ou na “palhinha” das plantas.
Como descubro? Deixa manchas amareladas nas folhas.
O que faço para me livrar dela? Passe algodão umedecido em óleo de cozinha ou óleo de Neem. Se a área afetada for grande, borrife água com algumas gotas de detergente neutro. Se a planta tiver folhas grandes e duras, esfregue-as delicadamente com uma escovinha de dente molhada com detergente neutro e, depois, enxague bem. Lugares secos e fechados são um chamariz para esses insetos. Por isso, uma forma de evitar o aparecimento tanto da cochonilha branca quanto da de carapaça (marrom) é melhorar a ventilação ambiente, aumentando o espaçamento entre os vasos.

Pulgão
Como é?
 Parece um besourinho preto, verde ou amarelo.
Onde fica? Em brotos, botões e flores.
Como descubro? A planta enche de formiguinhas, que são atraídas pelo líquido açucarado que os pulgões excretam.
O que faço para me livrar dele? Para ataques isolados, limpe com algodão — eles são numerosos, mas morrem num espremer de dedos. Plantas que estiverem em vasos pequenos podem ser lavadas com água e algumas gotas de detergente neutro (nessa proporção, o detergente não faz mal às plantas mesmo que escorra pela terra ou substrato). Se a planta tiver folhas duras e resistentes, tente limpá-la com um jato de água forte antes de borrifá-la com Orobor N1 diluído em água (na porporção de 5 ml ou 1 colher de chá para 1 litro de água). O Orbor é um óleo extraído da casca de vários cítrus (laranja, lima, limão), encontrado em grandes casas de produtos agrícolas. Na falta dele, troque por óleo de Neem, que, apesar de cheirar a fritura velha, pelo menos é fácil de encontrar em qualquer floricultura.

Lesma e caracol
Como são?
 Nojeeeeeeentos.
Onde fica? Nos brotos e no meio do substrato.
Como descubro? Folhas, flores ou brotos aparecem comidos e com aquele inconfundível rastro brilhante.
O que faço para me livrar deles? Com luva (claaaaro), cate-os manualmente à noite, já que eles têm hábitos noturnos. Se a infestação for grande, quando começar a anoitecer, deixe perto dos vasos rodelas de chuchu e retire-as em duas ou três horas (mas prepare o estômago, porque estarão cheias de bichos viscosos...). Se não tiver chuchu, valem outros alimentos bem aquosos, como melancia, abóbora e tomate. Como medida preventiva, não deixe o vaso diretamente no chão: se não puder pendurá-lo na parede ou no teto, coloque-o sobre um suporte de ferro. Outra forma de evitar o surgimento dessas pragas é recolher folhas secas do gramado ou de canteiros próximos.

Quem são? Moscas, formigas, lagartas, percevejos...
O que faço para me livrar deles? Borrife Orobor N1 ou óleo de Neem diluído em água, na proporção de 5 ml (uma colher de sopa) de óleo para 1 litro de água. É tiro e queda! Formigas só são um problema se fizerem ninho no vaso ou se forem do tipo cortadeira, que de fato destroem as folhas. Na maioria dos casos — especialmente em orquídeas — as formigas são um indicador de que há infestação de pulgões ou cochonilhas, já que são atraídas pelo líquido açucarado que eles secretam. Se não notar nenhum dos dois "criminosos" e, mesmo assim, sua planta estiver com formigas, é possível que elas tenham sido atraídas pelo açúcar que o botão produz antes de virar flor. Nesse caso, pode relaxar que elas são do bem.

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