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24 NOV 2012
categoria: Dicas práticas
tags: orquídea

Um jeito divertido (e nerd!) de ser jardineiro

“Quando mudei a planta de vaso, vi umas lesmas bem nojentas no meio das raízes. Éca!” Páginas à frente: “Finalmente a flor abriu. As pétalas são roxas e o miolo, lilás. É linda!” Mais uma folheada: "As folhas estão cheias de pintas pretas, será fungo outra vez?".

Foi ideia de um orquidófilo experiente que eu começasse a anotar as datas em que minhas plantas floresciam. Daí para criar diários sobre a animada vida vegetal foi um pulo: hoje, tenho a vida de 151 espécies narradas em pormenores nos meus caderninhos e numa planilha no Excell.

Cada página tem uma ficha técnica, com dados como altura e época de floração, além de fotos que registram grandes momentos, como o primeiro botão da minha Vanda tessellata ou o dia em que o Mediocalcar decoratum aí da foto finalmente acordou da hibernação.

Tá bom, é um troço meio econerd. Mas é divertido acompanhar minhas meninas. Criança cresce tão rápido…
16 NOV 2012

Entenda o que sua planta diz

Já ouvi muito dono de cachorro dizer que eles são fáceis de entender. Orelhas em pé são sinal de alerta. Língua dependurada pra fora é cachorro com sede ou cansado. Dentes bem à mostra e pelo arqueado alertam para uma eventual mordida. Latidos pedem atenção. E qualquer pessoa que tenha visto um cão balançando o rabo de um lado para o outro entende que o bicho está feliz. Pois é, quem consegue aprender cachorrês está a meio caminho de falar a língua das plantas. Se existisse um dicionário de plantês, os verbetes seriam mais ou menos assim:

Folhagem rala
“Um vaso maior ia bem, hein?”

Pontas amarelas
“Exagerou no adubo de novo?

Folhas caem ainda verdes
“Troque meu substrato , ele está apodrecendo!”

Folhas mal-formadas
“Você está me dando muito adubo.”

Ramos finos e com poucas folhas
“Tô anêmica, preciso de adubo...”

Folhas pálidas
“Encontre uma sombrinha pra mim, vai?”

Está há anos sem dar flor
“Sem adubo e claridade, nada de flor, meu bem.”

Pintinhas pretas nas folhas
“Preciso de remédio contra fungos e bactérias!”

Constante ataque de cochonilhas
“Me leve para um local mais arejado, poxa...”

Folhas cheias de fuligem
“Preciso fazer uma limpeza de pele urgentemente...”

Formigas nos brotos
“Tô cheia de pulgões, me dê um banho de óleo de Neem!”

Queda das flores ainda em botão
“O vento derrubou meus bebês...”

Folhas parecem emboloradas ou enferrujadas
“Me dê remédio antifungo urgentemente!”

Queimaduras circulares nas folhas
“O sol está passando por alguma fresta e queimando minha pele!”

Caule mole
“Tá pensando que sou peixe? Diminua as regas – e tire esse prato dos meus pés.”

Folhas e caules murchos
“Você quer me matar de sede, é?”

Um monte de raízes à vista
“Ah, o que eu não daria por um vaso maior...”

Folhagem com rastros brilhantes
"Socorro, estou sendo atacada por lesmas e caracóis!!!"

Frutas azedas
"Me dá mais água que eu faço elas bem docinhas."
11 NOV 2012
tags: orquídea

Regra de ouro para nunca mais perder plantas

Perder plantas faz parte da vida de qualquer um que queira uma casa mais verde. Às vezes, elas morrem por água demais ou de menos. Perdem flores em mudanças repentinas de temperatura ou são atacadas por pulgões, formigas, besouros, cochonilhas e outras pragas vorazes. Ou, pior, definham em consequência de vírus, fungos e bactérias que muitas vezes nem dão sinal de ataque.

Todas essas causas são comuns e, ainda que a maioria seja evitável com fiscalização periódica de brotos e folhas, sempre deixam na gente a sensação de que não nascemos com dedo verde. Se você já perdeu uma planta querida ou gostaria de evitar um fim trágico a algum de seus vasos, memorize esta regra de ouro: “primeiro construa a casa, depois, leve a família”.

Isso significa que em vez de olhar uma folhagem linda no supermercado ou pedir muda de uma flor para sua vizinha, levá-la para casa e colocar num lugar bonito, você vai primeiro escolher o lugar e só depois pensar na planta. Parece uma simples inversão gramatical, mas não é: a ordem dos fatores realmente altera o produto.

Ao escolher o canto em que você pretende cultivar uma planta, você já sabe quais condições poderá oferecer de luz, clima e espaço. Se o local é sombreado, esqueça as espécies que vivem sob sol intenso. O espaço dá para um vaso médio? Nada de insistir numa frutífera. Tudo o que você tem de ventilação é uma janela basculante? Uma planta pendente talvez se adapte melhor do que um arbusto.

Seguindo a máxima de escolher o local primeiro, depois colocar a planta, você estará a meio caminho de ter um canto verde por muito mais tempo!
07 NOV 2012
tags: orquídea

As 9 maiores dúvidas sobre orquídeas

- Por que não devo colocar prato embaixo?
Tudo bem que você goste de água, mas como se sentiria se tivesse de usar meias e sapatos encharcados? Além do desconforto, a umidade atrairia frieira, certo? Pois acontece exatamente a mesma coisa com as plantas (bem, menos para as aquáticas…). Mesmo as que gostam muito de água dificilmente curtem ficar com as raízes constantemente molhadas. Nas orquídeas, a umidade é bem vinda, mas, em excesso atrai fungos e bactérias que podem ir minando a planta de tal forma que ela acaba morrendo. Evite o problema simplesmente plantando em vaso de barro com furos e deixando o substrato secar ligeiramente entre uma rega e outra.

- Posso plantar na terra?
Pode só se a orquídea for terrestre — caso da orquídea-bambu (Arundina bambusifolia). O problema é que a maioria das orquídeas não cresce naturalmente no solo e, sim, sobre árvores, são as chamadas orquídeas epífitas. Para imitar o tronco de uma árvore, que é bem arejado, a gente usa substrato, uma mistura de vários materiais. Ele pode ser feito com um ou vários destes materiais: pedacinhos de carvão, casca de coco, fibra de coco, cavaco de madeira, casca de pinus, sem falar nos ingredientes regionais, como semente de açaí, sabugo de milho e semente de babaçu. Substrato para orquídeas é encontrado com esse nome em qualquer boa floricultura.

- Qual é o vaso certo para ela?
Ela costuma ser vendida em vaso plástico furado no fundo, mas, se puder, transfira para um de barro com muitos furos laterais. Esses vasos têm dupla função: ajudam a escoar o excesso de água das regas e mantêm as raízes arejadas. Além disso, não esquentam tanto como os vasos plásticos pretos. Há uma porção de formatos e tamanhos — alguns parecem funis, ideais para orquídeas pequenas que apreciam alta umidade, já que o funil fica cheio de água e a planta, amarrada do lado de fora. Há também vasos em forma de meia lua, para serem fixados na parede. Se tiver pouco espaço, você pode usar vasos de morango para cultivar várias orquídeas num só recipiente, como eu mostro neste vídeo.

- Preciso só dar água e mais nada?
Teoricamente, sim, já que o oxigênio e os nutrientes mais elementares a planta pode retirar sozinha do ambiente. No entanto, estamos falado de orquídeas cultivadas em vaso, limitadas aos nutrientes do substrato, que logo se esgotam. Por isso, elas precisam repor os elementos mais importantes: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S). Os adubos químicos são formulados para repor os três primeiros nutrientes, daí a formulação se chamar NPK. Se você borrifar sua orquídea uma vez por mês com adubo NPK 20-20-20, ela pegará menos doenças e dará flores maiores e mais bonitas. Com um pouco de prática você descobrirá como usar adubos com formulações menos equilibradas ou com adição de outros elementos químicos.

- Toda orquídea deve ser amarrada em árvore?
Não. Esse suporte funciona melhor nas espécies epífitas, que descrevi anteriormente. Essas plantas naturalmente vivem sobre os galhos das árvores e gostam de deixar as raízes (ou parte delas) expostas. Esse é o caso da Vanda, da Phalaenopsis e do Oncidium, só para citar alguns dos exemplos mais conhecidos. Já espécies exigentes a altas taxas de umidade nem sempre gostam de ficar sobre árvores. É o que acontece, por exemplo, com o Paphiopedilum e o Phragmipedium, ambos conhecidos popularmente por "sapatinhos". Deixe esses no vaso, com esfagno e substrato misto, para reter a água de que eles tanto gostam.

- Para quê servem aqueles nomes estranhos?
Assim como nós, as orquídeas têm nome e sobrenome. O delas é escrito em latim ou grego, para que pessoas no mundo todo possam reconhecer a mesma planta, não importa que língua falem. Essa forma de anotar os nomes científicos é adotada também para descrever outros seres vivos, de algas gigantescas a insetos microscópicos, de elefantes a amebas. O primeiro nome representa o gênero a que determinada planta faz parte, como se fosse uma grande família cheia de integrantes. O segundo nome, da espécie, define que planta é aquela. O gênero Dendrobium, por exemplo, possui milhares de espécies, dentre as quais está o Dendrobium nobile, mais conhecido por -olho-de-boneca.

- Quantas vezes por semana tenho de molhar?
Isso depende de muitos fatores: tamanho do vaso, tipo de substrato usado, espécie escolhida... Vasos muito fundos podem apresentar substrato seco na superfície, mas molhado perto das raízes. Substratos maciços retém mais água do que os porosos — é por isso que a gente rega menos as plantas que estão na terra do que aquelas que ficam amarradas em troncos. Se você está em Ribeirão Preto (SP), cultivando uma orquídea que exige altas taxas de umidade, vai ter de se desdobrar pra conseguir mantê-la úmida numa cidade tão quente. Via de regra, se está calor ou ventando, regue dia sim, dia não – ambos fatores desidratam a planta. No inverno, molhe duas vezes por semana. Procure fazer as regas sempre fora do horário de pico do sol, para não "cozinhar" as raízes.

- Dá flor o ano inteiro?
Não, nenhuma orquídea fica 12 meses com flor. Muitas florescem várias vezes ao ano, como acontece com a maioria das chuvas-de-ouro e com as Phalaenopsis híbridas. Há espécies que têm flores chamadas sequenciais, que não nascem todas de uma vez: assim que uma flor morre, outra já surge para substituí-la, mantendo a planta florida por muitos meses, uma característica da Doritis pulcherrima, por exemplo, a orquídea que ilustra este post. Também existem gêneros que têm floradas de curta duração, como acontece com as Stanhopea, cujas flores não passam de cinco dias. Mesmo assim, você terá flores o ano todo se escolher ao menos uma espécie que floresça em cada um dos meses.

- Onde encontro orquídeas mais em conta?
Híbridos de Oncidium, Cattleya, Dendrobium, Cymbidium e Phalaenopsis ficaram tão populares que são vendidos até em supermercados. Em exposições de orquídeas você encontrará espécies exóticas, muitas vezes de outros países, mas a um preço maior. Plantas premiadas podem ser compradas a preços bem amigáveis se forem mudas, o único problema é controlar a ansiedade, porque elas demoram anos para florir pela primeira vez. Na internet estão os preços mais baixos: as plantas costumam ser enviadas sem flores, bem acondicionadas em caixas de papelão, com toda a proteção para que não se machuquem na viagem. Busque no Google um orquidário perto de você e economize no frete.
21 OUT 2012
categoria: Dicas práticas
tags: orquídea

Minha namorada Vanda

Eu lembro como se fosse hoje da primeira vez que vi a Vanda. Ela estava numa floricultura, em pé, ao lado de uma bancada de vasos. Eu já a olhava de longe, observando a delicadeza de seus contornos, quando bateu um ventinho e ela se virou para mim, ruiva e linda. Meu coração deu duas batidas, uma paradinha e um suspiro. Com a bênção do marido, levei a Vanda pra casa.

Acontece que minha Vanda se tornou tão caprichosa quanto a flor do Pequeno Príncipe. Queria que eu borrifasse água em sua cútis, protegesse-a de picadas de insetos, refrescasse seus pés no calor, cobrisse sua fronte no frio. Logo virei sua escrava. Acordava mais cedo para lhe dar de beber, dormia mais tarde à espera de um botão, um broto. Três anos se passaram e nada, nenhum sinal de agradecimento.

No Dia dos Namorados do ano passado, eu e Vanda brigamos. Estava cansada de sua insolência e passei a tratá-la como uma qualquer. Ela, bandida que só, parece ter gostado do descaso ensaiado, porque então rebentou uma raiz, e outra, e outras muitas, grossas como dedos que me segurassem para que eu não fosse embora. Claro que não fui.

No Dia dos Namorados de 2013, completaremos cinco anos juntas. Minha Vanda ainda não deu flores em casa, mas depois de gravar uma série inteira sobre o cultivo dessas orquídeas (aqui, aqui, aqui e aqui), estou esperançosa de ganhar ao menos um beijo.
14 OUT 2012
categoria: Minhas raízes
tags: orquídea

A jardineira infiel

Preciso confessar: fui cleptomaníaca com plantas. Passei a admitir isso depois de saber que um casal de anfitriões escondia as orquídeas premiadas quando eu era convidada para jantar na casa deles. Em uma festa, peguei uma muda mesmo assim, só de raiva – e ela, só de birra, morreu.

Eu escolhia o restaurante não pelo verde que estava no cardápio e, sim, por aquele que via no jardim. O problema é que roubar mudas sem machucá-las era quase tão difícil quanto fazer isso sem ser vista. Exigia treino, perseverança e uma faquinha de ponta afiada. Primeiro, era preciso identificar o objeto de cobiça: podia ser uma petúnia, uma mini-rosa ou uma hera italiana. Eu chamava o garçom e reclamava do ponto da carne, fazendo uma cara de leve aborrecimento, algo entre o tédio e o blasé. Enquanto o rapaz voltava para a cozinha em prantos, eu pegava a faca e corria para o jardim.

Plantas são fiéis ao dono e se magoam facilmente. Por isso, eu precisa convencê-las a ir comigo. Quando notava que estavam indecisas, oferecia adubo foliar e um vaso novo. Sempre funcionava. Pegava um raminho com raízes, cortava e embrulhava no guardanapo. Aí, pedia a conta e voltava para casa o mais rápido possível, antes de ser delatada pelo rastro de terra no salão.

O que parecia o fim da história, no entanto, era só o começo. Ao torcer, dobrar e serrar um galho qualquer, tudo o que você consegue é uma promessa vã: a planta sofre tanto com essa truculência que dificilmente sobra energia para gerar raízes e brotos para seu "sequestrador". Isso sem falar que a tentativa de tirar uma muda dessa forma costuma estragar também a planta-mãe, numa sequência de mini desastres ambientais.

Mas cleptomania verde não é doença que se cure assim, facilmente. Então, mudei de vício: agora roubo imagens. Sabe aquela roseira espetacular que o vizinho tem? O xaxim arrebentando de flor-de-maio no caminho para o trabalho? O canteiro de azaleias que floresce o ano todo num jardim abandonado? O cacho de orquídeas quase caindo de tão pesado? Fotografo tudo. Até quando o garçom diz que não, minha senhora, aqui isso não é permitido. E ainda coloco no Minhas Plantas, pra matar os donos de raiva.

Sigo desafiando a lei dos jardins até que um garçom confisque meu iPhone.
02 OUT 2012
tags: orquídea

5 segredos para regar sua orquídea

1. Para nunca errar ao molhar sua orquídea, dispense o prato que fica embaixo do vaso. Ela não gosta de água parada nas raízes.

2. Com o dedo indicador, toque o substrato (a “terrinha” dela) e sinta se ele está seco. Se estiver bem úmido, nada de água.

3. Vai regar? Leve o vaso para uma pia ou tanque, deixe que a água encharque a planta até escorrer pelos furinhos. Molhe inclusive na parte de baixo das folhas. Deixe escorrendo por alguns minutos até voltar o vaso para o lugar em que ele estava.

4. Só molhe as flores se estiver calor, o que fará com sequem rapidamente. Não é que as flores não gostem de rega, não! O problema é que pétalas molhadas atraem doenças.

5. Orquídeas como Cattleya e chuva-de-ouro, que têm caule "gordinho", precisam de menos água do que as que não têm essa característica. Essa região é chamada pelos especialistas de “pseudobulbo” e serve como uma despensa, onde a planta armazena água e nutrientes.
24 SET 2012
categoria: Dicas práticas
tags: orquídea

Muito prazer, eu sou uma orquídea!

“Orquídea? Xí, ela custa uma nota e dá muito trabalho!” Se você gosta de plantas certamente já deve ter ouvido comentários desse tipo sobre essas flores tão bonitas e misteriosas. “Sem falar que elas detestam água...” Não raras vezes, quem se atreve a cultivá-las recebe informações erradas até mesmo nas floriculturas. Então, chegou a hora da verdade.

Não, orquídeas não são caras, nem difíceis de cultivar. Típicas de regiões tropicais como o Brasil, essas plantas existem em grande variedade de cores e tamanhos e, hoje, podem ser encontradas a partir de R$ 5, até mesmo em supermercados. Se respeitadas as necessidades de cada espécie, elas também não dão trabalho para cuidar. E essa história de só regar a orquídea uma vez por mês é balela: até cacto precisa ser regado toda semana!

Vamos “ouvir” as vítimas dessas fofocas maldosas e acabar com enganos?


Sou a orquídea-borboleta
Meu nome de batismo é... Phalaenopsis (lê-se falenópisis), mas todo mundo acha que minhas pétalas se parecem com as das lindas borboletas, daí meu apelido.
Gosto de: luz indireta. Se não puder me amarrar numa árvore, não se preocupe: também sou conhecida por orquídea-da-secretária porque cresço muito bem sob a luz das lâmpadas florescentes, como as usadas em empresas e consultórios.
Te contei? Se você colocar 1 colher de canela em pó em cima do substrato (a minha “terrinha”), gero uma nova muda!

Sou a chuva-de-ouro
Meu nome de batismo é... Oncidium (lê-se oncídium). Difícil, né? Melhor você guardar meu apelido, já que minhas flores quase sempre são pequenas e amarelas como gotinhas de ouro.
Gosto de: um solzinho de manhã e de ficar amarrada num tronco. Se lhe disserem que eu “sugo” a seiva da árvore, não acredite! Tenho minha própria despensa cheia de nutrientes (aquelas bolinhas gordinhas no meu caule) e só uso a árvore para ter uma vista panorâmica.
Te contei? Minha família é grande, com mais de 400 espécies naturais, sem falar nas que foram criadas pelo homem...


Sou a rainha das orquídeas
Meu nome de batismo é... Cattleya (lê-se catléia), em homenagem a um antigo botânico inglês chamado William Cattley. Ele veio para o Brasil e ficou tão apaixonado por mim que fui levada para a Rainha da Inglaterra!
Gosto de: ficar do lado de uma janela onde não bata sol direto. Minhas folhas até podem ser duras, mas são delicadas como pele de bebê e ficam amareladas se pegam os raios solares. Bem que podiam inventar filtro solar pra planta...
Te contei? Eu e minhas irmãs existimos em uma grande variedade de cores e formatos, você vai ficar louco para nos colecionar!
03 SET 2012
categoria: Dicas práticas

Como escolher plantas para sua casa

Você virou adulto, saiu da casa dos pais e agora que é dono do próprio nariz acha que está pronto para ter um cachorro. A essa altura, já se considera capaz de dar conta dos gastos e da responsabilidade por outro ser vivo e está sondando o tamanho, o sexo, até o temperamento do animal que vai escolher.

Agora me diz por que cargas d’água as pessoas não escolhem plantas desse jeito? Por que saem de uma floricultura com um vaso de cacto se moram num apartamento com face sul, onde o sol mal-entrou-já-saiu – e ainda reclamam que a planta não dá flor? Ou levam para casa aquela orquídea rara e de cultivo difícil se mal têm tempo para dormir. Pior, ainda culpam a própria falta de dedo verde pelo fato de o jardim nunca ir pra frente.

Escolher uma planta para ter em casa exige critérios muito parecidos com os envolvidos em adotar um bicho de estimação. Além do tamanho do lar que você poderá lhe oferecer (canteiro? floreira? vasinho?), avalie quais as condições de luz e clima de sua casa e o que você dispõe de tempo e espaço para abrigar outro ser vivo.

Não pense que só quem tem quintal grande e ensolarado tem direito a um jardim. Duvida? Tem orquídea que precisa de 80% de sombreamento para ser feliz, porque seu habitat natural é fundo de floresta tropical, uma região úmida, abafada e escura (como a orquídea Cochleanthes amazonica na foto). Tem planta que cresce tanto que arrebenta calçada e outras que só ficam felizes se mantidas longe do vento, bem quietinhas dentro de casa.

Planejando bem você consegue até driblar alguns pré-requisitos e ter, sei lá, uma muda de mangueira num apartamento (pelo menos até ela virar adolescente e pedir casa própria). Por isso, quando tiver morrido um vasinho na sua casa, pense que existem 350 mil espécies de plantas no mundo – uma há de ser seu número.
02 SET 2012
categoria: Minhas raízes

Jardineira sem quintal

Então que eu tenho uma centena de vasos. Só que criar orquídea em apartamento não é moleza, porque elas são que nem gente, querem luz, água, carinho, atenção. E espaço.

Aí que orquídea costuma vir em vaso de plástico, que é ruim, abafa as raízes, deixa o substrato úmido demais, facilitando o surgimento de doenças. Eu adio o transplante o mais que posso, porque a jardineira aqui tem preguiça, mas chega uma hora que as bichinhas tão se estapeando por um vaso maior ou um substrato melhor e não dá mais.

Tudo isso pra explicar o fuzuê na minha cozinha cada vez que vou fazer um transplante, um tal de planta dependurada no escorredor de louça, planta na pia, planta plantada, planta em vias de. Gato passando no meio dos vasos, xeretando substrato e só esperando mãe dar bobeira pra morder uma folhinha.

Segundo o Censo Verde, há 151 orquídeas residentes. Num apartamento. Ah, se eu tivesse um quintal...

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