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Painel de folhagens deixa a sala mais charmosa

Se fosse uma receita de bolo, seria algo assim: 1 treliça, 1 begônia "Beleaf Inca Flame" de parar o trânsito, substrato e manta de drenagem quanto baste e calatheas para "polvilhar". Junte delicadamente, reserve um lugar de destaque e sirva. Sem moderação! Begônia escandalosamente Mais Cor, Por Favor, produzida em Holambra pela R. Acosta Plantas Ornamentais, tudo comercializado pelo Veiling Holambra. E substrato levinho, adubadinho, carinho para as raízes, da Forth Jardim, pra deixar esse painel vertical bonito e valente por muitos meses.

Daí que você vai se perguntar: A) suja a parede? B) como rega? C) precisa de luz. Não suja, graças ao plástico que colocamos atrás da treliça de madeira tratada da Green Wood. Rega-se uma vez por semana em abundância, tirando da parede e deixando de molho num balde ou bandeja rasa por uns dez minutos, depois colocando de pé por... bem, até parar de pingar! Olhaí a parte da receita que é o "água a gosto"? ;)

Ah, já ia esquecendo, siiiiiim, precisa de luz, muuuuita luz!

5 segredos para fazer um jardim vertical perfeito

"Mas pintar a parede de preeeeto?" Alguém sempre me olha torto quando eu explico o passo a passo de um jardim vertical e compartilho esse segredinho de paisagista. "Isso mesmo, preto. E os vasos também precisam ser pretos." Não, não pode ser marrom, nem verde-cor-de-folha. Quer dizer, poder, pode. Só que o preto cria um efeito de ilusão de ótica melhor do que o de qualquer outra cor, fechando os buraquinhos entre os vasos e fazendo a parede "desaparecer". O olho vê uma grande mancha verde, entende? Tudojuntomisturado. Se você pintar a parede com neutrol, que é um impermeabilizante todo preto, já resolve dois problemas de uma só vez.

As plantas, sim, podem ser de várias cores. Você pode querer um efeito de bloco único, usando todas as plantas iguais, de pequenos pontos de cor, escolhendo algumas diferentes, ou de manchas e padrões geométricos, misturando três ou mais espécies na composição. Segundo segredinho de paisagismo: se o espaço for pequeno, use a mesma planta que ele parecerá maior, mais unificado. No máximo, ponha uns pontinhos de cor, mas nada que exceda mais de 5% da composição. Em jardins verticais grandes, com mais de 10 metros quadrados, você vai ver que as manchas de plantas diferentes aparecem muito melhor — quanto mais de longe você puder admirar a parede, mais vale brincar com diferentes cores e texturas.

Terceiro segredinho de paisagista: para efeito de cálculo, cabem 3 vasos por metro linear, o que dá mais ou menos 9 vasos por metro quadrado. Isso vai mudar de acordo com o tamanho do vaso e, principalmente, com o volume da folhagem escolhida. Não ponha nada muito grudado, dê espaço para a planta crescer e se mostrar. Pense em como o jardim vertical vai ficar daqui a uns três meses e não em como ele está no dia da implantação. Em menos de uma semana as plantas começam a se acomodar e a buscar o sol ou a luz, então, aquele galhinho que você ficou meia hora arrumando pra direita não estará necessariamente na mesma posição no dia seguinte.

Mais um truque: vasos muito grudados, sem aeração adequada, atraem cochonilhas, os grandes detonadores de jardins verticais. Ácaros também surgem em ambiente onde as plantas estão todas "socadas", por isso, não exagere, de verdade, na proximidade dos vasos.

Quer mais dicas? Então, fique com mais esta: use vermiculita e Bokashi no preparo da terra que vai para cada vaso. A vermiculita é um mineral muito leve, capaz de absorver até cinco vezes seu peso em água. Ela mantém não só a planta úmida por mais tempo como também diminui o aquecimento dos vasos no calor (eles são pretos, lembra?). É facilmente encontrada em casas agrícolas, em sacos de 25 ou 50 litros. Você pode usar uma mão bem cheia de vermiculita por vaso – só evite nas plantas que preferem um solo mais aerado, como é o caso do alecrim, da rosa e de tantas outras espécies de clima temperado.

Já o Bokashi é um adubo orgânico multi uso, que reúne vários micro e macro nutrientes numa misturinha que os japoneses guardam a sete chaves. Tem farinhas (de osso, de sangue, de peixe), extrato de algas, microorganismos benéficos, esterco curtido, palha de arroz e muitos outros ingredientes, que são misturados em uma pilha de fermentação até atingirem o ponto perfeito. O grande efeito do Bokashi é que ele vai sendo liberado nas raízes aos poucos, a cada rega, mantendo a planta adubada por até seis meses, dependendo das necessidades de cada espécie. Nos jardins verticais, você pode usar uma mão bem cheia de bokashi por vaso, misturando-o muito bem à terra antes de colocar o torrão de raízes.

Agora que você já conhece todos os pulos-do-gato do jardim vertical, tá na hora de colocar a mão na terra e montar você mesmo uma parede verde linda na sua casa. Neste vídeo para o Mais Cor, Por Favor, do GNT, eu mostro como você faz o plantio de cada vaso. Boralá?
29 JUL 2015
categoria: Minhas raízes

O melhor e mais barato antidepressivo do mundo

Ali não chega o barulho das buzinas. O carteiro não te encontra pra entregar contas a pagar. Seu chefe não aparece para dar bronca, aquela colega invejosa não consegue te atingir. Ali, naquele canto tão sagrado, não há dedos apontados para você. Ninguém te julga, te condena, nada faz você se sentir inferior. Porque ali é seu cantinho verde, seu oásis particular que cabe tanto num quintal enorme quanto num prosaico conjunto de vasinhos.

É pra lá que eu vou quando preciso esfriar a cabeça, quando o dia está difícil, quando me sinto triste. E as plantas sempre me acolhem. Quem vê de fora olha uma mulher cuidando de suas plantas, mas todo amante da natureza sabe que são as plantas quem cuidam da gente. Seus ramos oferecem um abraço, as folhas tremelicando ao vento parecem varrer suavemente o pó dos dias ruins. Aquele falatório interior vai se esvaziando na minha mente e logo estou concentrada num botão que está prestes a florir, vendo as formigas passarem tão apressadas, observando uma gota de água se equilibrando na ponta de uma folha.

Quinze minutos num jardim fazem milagres que nem a ciência duvida mais. Uma pesquisa holandesa mostrou que quanto mais plantas há numa casa ou nas imediações, menor a incidência de depressão, ansiedade, pressão alta e problemas cardíacos. Foram ouvidas 350 mil pessoas para esse estudo, que revelou também que os efeitos de um jardim são ainda maiores em crianças, idosos e na população de baixa renda. Outra pesquisa, nos Estados Unidos, avaliou o impacto que um passeio num parque tem no ser humano: os participantes eram submetidos a vários testes antes e depois de caminharem num jardim botânico. Quem ficou em contato com a natureza por alguns minutos revelou um humor e uma memória melhores do que aqueles que não andaram no parque.

Pesquisas em botânica no Japão, Inglaterra, Escócia e Espanha trazem resultados semelhantes, apontando benefícios até mesmo de as crianças brincarem na terra. É que o solo contém uma bactéria, Mycobacterium vaccae, que reduz a ansiedade e melhora a capacidade de aprendizado ao provocar o crescimento de células produtoras de serotonina. Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriram que essa bactéria pode ajudar no desenvolvimento cognitivo infantil, desempenhando o papel de um antidepressivo natural. Nem dá pra se surpreender com esses resultados: qualquer adulto que já fez bolinho de terra, que subiu em árvore e colheu fruta no pé, sabe que aquilo, sim, é que é infância boa!

Volto ao meu jardim e deixo que aquele cheiro de terra molhada invada meus pulmões, expulse a fuligem e a poluição da cidade, me renove. Acaricio as folhas do meu pé de capim-limão crescendo tão animado num canteirinho de menos de um metro quadrado – o cheiro cítrico me traz paz. Meus quinze minutos passaram devagar como nuvens sem vento, e eu estou pronta, corpo fechado, para encarar a correria da rotina mais uma vez. Só que agora levo uma floresta inteira dentro de mim.
14 MAI 2014
categoria: Dicas práticas

Saiba evitar mosquinhas na composteira

Não meço esforços para ter um pouco mais de verde ao meu redor. Já coloquei uma bombinha de aquário num bidê, enchi de água e plantei ninféias e alfaces d’água. Meu jardim aquático durou pouco. Quando as plantas se tocaram de onde estavam florescendo, amarraram pedras no caule e se jogaram da borda. Morreram afogadas.

Anos depois, comprei um pé de amora. A árvore ficou tão grande que encostava no teto. Hoje, ela mora num sítio e está apaixonada por um ficus. Tenho também um ex-bonsai de romã que me agradece todos os dias por não cortar suas raízes como fazem os japoneses malucos.

De todos meus exemplos verdes, o que me dá mais dor de cabeça é a composteira. Os sites que ensinam como transformar lixo orgânico em adubo raramente sugerem que você tente isso num apartamento. Descobri por que: “Durante a compostagem, fungos, bactérias, protozoários, minhocas, besouros, lacraias, formigas e aranhas decompõem as fibras vegetais”.

Até aí, tudo bem. Os bichos não vão querer sair do quentinho por nada. O problema é que ninguém fala que entre os “amigos invisíveis” estão montes de drosófilas, aqueles mosquitinhos que gostam de banana. Agora, minha fruteira fica escondida no armário e só fecho a geladeira depois de me certificar de que não prendi nenhuma drosófila lá dentro.

Antes que eu me armasse de inseticida e saísse pela casa borrifando mosquitos, voltei ao site em busca de um alento. “Não se preocupe: fazer compostagem não vicia, é apenas uma atividade apaixonante como todo aprendizado com a natureza.” Um agrônomo poeta! Era só o que me faltava.

Para você, que tenta produzir adubo num apartamento usando seus restos de cozinha, uma dica: mantenha a composteira sempre com uma boa camada seca por cima – mesmo que ela esteja fechada. Solteiros e casais sem filhos sabem bem o que estou dizendo: quem não produz uma quantidade grande de material a ser compostável acaba encontrando mais mosquinhas do que adubo quando abre a composteira. Os melhores materiais secos para isso são serragem, aparas de grama e folhas de jornal picadinhas (de preferência as preto e branca, que têm menos tinta). #ficadica
30 ABR 2014
categoria: Minhas raízes

Mangueira se mata de desgosto de viver em vaso

Sou a favor da eutanásia em plantas terminais. É difícil aceitar que a sua begônia preferida precisa ser sacrificada ou que as orquídeas realmente não querem mais viver ao seu lado. Passar pelas quatro fases do luto é o mais duro.

Minha mangueira já tinha dado sinais de que não tinha mais apego a esse mundo. Primeiro, se trancou no banheiro e ligou o gás. Cheguei em casa a tempo de encontrá-la desfalecida, ainda no vaso – o sanitário. Levei-a de volta para a sala me negando a acreditar que uma árvore tão pequena como ela fosse capaz de atentar contra a própria vida.

Ela era uma planta determinada. Semanas depois, cortou os pulsos. Minha casa se encheu de folhas secas, uma cena realmente degradante. Fiquei com raiva. Como ela podia ser tão ingrata?

Três anos atrás, quando nos encontramos num orfanato, ela tinha 50 cm e três folhas mirradinhas. Tinha sido desacreditada pelos jardineiros. “Esta é uma mangueira perdida”, eles me disseram. Não quis ouvir. Levei-a para casa, dei adubo do bom e do melhor, comprei as terras mais caras e fertilizantes importados. Planejei seu futuro: ela seria uma árvore frondosa que, depois de tantos anos de dedicação intensa, alimentaria minha velhice com frutos carnudos e cheirosos. Nossos netos brincariam sob sua imensa copa. Seriam anos gloriosos.

Foi nessa época que começamos a nos desentender. Eu queria que ela fizesse Arquitetura, mas ela teimou em ir para o Jornalismo. Brigamos, fiquei um ano sem falar com ela. E agora, que estávamos indo às mil maravilhas, a mocinha me vem com esse dramalhão. Fiz que não era comigo quando ela ameaçou se jogar da janela. Ela não me pegaria com uma chantagem barata daquelas. E não pegou mesmo, mas fez pior: secou. Eu sabia que ela não estava feliz com sua forma, que se achava gorda e tudo. Só nunca imaginei que plantas fossem capazes de fazer greve de água.
26 FEV 2014
categoria: Minhas raízes

Gangue de formigas assassinas ataca jardineira

Enfim saiu o resultado do teste de alergia. Estava curiosa para descobrir o que tinha me obrigado a passar uma semana de molho, inchada e coberta por pintinhas vermelhas que coçavam intensamente. Bem, descobri. Apesar de não ter comido nenhum ravioli de formiga ao sugo ou uma torta campestre de saúva, ao que parece, minha alergia alimentar foi culpa desses insetos. Como é que eu fui picada – não por uma, mas por dezenas de formigas – sem perceber, é um mistério.

Posso imaginá-las meses de tocaia. Sim, porque uma reação alérgica dessas é coisa minuciosamente pensada. Aposto como estudaram meus hábitos, meus horários, a rotina do meu dia. Agora sei que aquele carro parado todos os dias na porta de casa não era coincidência. As formigas se abaixavam quando eu passava.

No dia planejado, aliás, tem de ser na calada da noite, quando aumentam as taxas de crimes, um helicóptero invisível ao radar deixou um pequeno grupo de formigas na cobertura do meu prédio. Elas poderiam ter atacado o morador do último andar sem dificuldade, ele sempre esquece as chaves para fora, mas, não. O alvo era eu.

Com um cortador, elas quebram o vidro do hall e descem deslizando por cordas. Uma vem à frente e come a fiação das câmeras do circuito interno de segurança. O porteiro dorme pesado com o sonífero que elas colocaram no café. Chegam ao meu andar, se esgueiram por debaixo da porta e vão andando até chegar ao quarto. Eu durmo o sono das vítimas. Então, elas me atacam. Usam silenciador. Os vizinhos não ouvem nada.
19 FEV 2014
categoria: Minhas raízes

Como NÃO cultivar tomates num apartamento

Adoro uma roça. Tenho palpitações cada vez que vejo uma horta e, se tiver um galinheiro por perto, é capaz de eu botar um ovo de alegria. Em 2001, quando ganhei meu primeiro naco de varanda, minha fazendeira interna despertou. Plantei morangos, pitanga, amora, jabuticaba, vários tipos de temperos. E cinco pés de tomate. A maior parte da plantação morreu ao se dar conta de que vivia num canteiro mínimo, de 70 cm de profundidade por 20 cm de largura. Aumentei os cuidados: oito horas de sol por dia, adubo duas vezes por mês, água à vontade. Quando o tempo fechava, eu chovia nelas com um borrifador e água de colônia. Era a horta mais mimada da cidade.

Quando os tomateiros já estavam maiores que Michael Jordan, minhas vizinhas começaram a me inquirir. Moravam no prédio montes de velhinhas. Da rua, dava para ver begônias, azaléias e mini-rosas pendendo das varadas. Só na janela do apartamento 64 – o meu – é que havia estacas. Às vezes, eu abria a porta e topava com duas eufóricas senhorinhas: “Ai, benzinho, posso mostrar para minha irmã aquele seu canteiro?”. Nem dava tempo de responder. As duas passavam por mim como furacão. “Não falei, Abigail, ela tem tomates na janela!”

Já tinha me acostumado a ser a aberração do prédio quando os tomates começaram a ficar vermelhos. Foram 20 dias de assédio. Se eu encontrasse uma delas no elevador, não conseguia sair antes de prometer que daria um tomate. Comecei a andar de escadas, mas elas sempre me achavam. “Só unzinho?” Me sentia uma celebridade. Eu já tinha prometido o canteiro inteiro quando aconteceu o pior. Numa noite de vento forte, os tomates se jogaram do parapeito. Suicídio coletivo. Levei meses para perdoá-los, mas, hoje, eu os entendo. Foi muita pressão.
20 MAR 2013
categoria: Dicas práticas

Como NÃO ter uma composteira em um apartamento

Sempre estranhei o fato de não encontrar em lugar nenhum orientações para fazer composto orgânico em apartamento. De fato, é uma excelente ideia ter em casa um recipiente para transformar restos de frutas, legumes e verduras em adubo. Só que a composteira que funciona tão bem numa casa com quintal nem sempre dá certo em um lugar fechado como meu apê. Minha ideia "brilhante" se mostrou uma grande enrascada tão logo a pus em prática.

Na área de serviço, montei uma caixa de papelão forrada com um saco plástico preto furadinho e bem resistente e comecei a juntar nela restos orgânicos, pedaços de jornal e folhas secas. Fiz como mandam os manuais ecológicos, remexendo aquela porcalheira uma vez por semana.

Achei que fosse feder, mas logo descobri que composteira tem cheiro de terra úmida. Depois do primeiro mês, começaram a aparecer montes de drosófilas, aquelas insistentes mosquinhas de fruta. Minha composteira virou um berçário: toda vez que mexia na caixa, tinha de pedir licença para a nuvem de mosquinhas. Várias delas morreram congeladas quando eu ia pegar alguma coisa na geladeira.

Na falta de sapos, lagartos e outros animais comedores de insetos, passei a abrir a caixa só com as janelas escancaradas. Deu certo. Com o sumiço das drosófilas, finalmente tive sossego. Foi tanta a tranqüilidade que, claro, esqueci de revolver a composteira por cinco meses. Um belo dia, fui dar uma olhada nela como quem lembra de uma panela no fogo. O composto ainda não estava pronto, mas o fundo tinha umedecido e grudado no chão. Resultado: a caixa não saía do lugar nem com reza brava. Foi parar no lixo, sem nem ter a dignidade de ser adubo, coitada.

Já li bastante a respeito de composteiras domésticas, incluindo algumas com minhocas. Me parecem muito mais resistentes e eficazes do que a minha velha caixa de papelão com plástico, claro, mas a resistência externa não resolve o problema das mosquinhas. Se você tiver ideia de como se livrar delas (minhocas carnívoras? sabiás amestrados? frutas explosivas?), deixe sua dica nos comentários que eu prometo rever meus preconceitos. Jardineiro que produz seu próprio adubo em casa é como aqueles padeiros que criam seu próprio fermento: doido, mas genial.
10 MAR 2013

Como fazer a árvore dar fruta dentro de casa

— Moço, preciso de um adubo dos bons.
— Para quê?
— É que tenho uma pitangueira em casa, mas ela não dá fruta.
— Quanto tempo ela tem?
— Ah, um bocado. Só comigo, está há seis anos.
— E dá flor?
— Então, isso que é estranho… Dá flor, mas ela seca e cai. Já viu pitangueira que não dá pitanga?
— Você mora em casa ou apartamento?
— Em apartamento. Ela fica na sala, num vaso bem grande.
— Num vaso?!? Na sala??? Na varanda, né?
— Não, na sala mesmo. Mas fica do ladinho da janela!
— E a janela fica aberta?
— Não, passa a maior parte do tempo fe…
— Fechada. Sabia. Esse é o problema.
— Minha pitangueira não dá fruta porque a janela fica fechada?
— É.
— E se a janela ficasse aberta…
— Escancarada.
— Se a janela ficasse escancarada, eu teria pitangas?
— O bastante para fazer geléia.
— Não sei se peguei direito a coisa…
— Relaxa. Nem tudo está perdido. Sua pitangueira é grande?
— Bate no teto, deve ter uns três metros…
— E dá muitas flores?
— Não sei…
— Você conseguiria contar todas?
— Acho que sim.
— Não são muitas. Compre um pincel macio.
— Um pincel?!?
— Isso. Quando as flores estiverem abertas, passe o pincel nelas. Como se fosse pintá-las. Com cuidado.
— Como se eu fosse pintá-las.
— Exatamente. Passe em quantas conseguir encontrar. Você terá pitangas na próxima florada.
— Mesmo?
— Ah, sem dúvida.
— Só para o caso de o lance da janela e do pincel não ter ficado claro, você poderia me explicar por que tenho de pintar as flores?
— Manja aquele baratinho preto e amarelo chamado abelha?
— Lógico. Eu sei o que é uma abelha.
— E sabe pra quê ela serve além de picar e fazer mel? Ela carrega pólen. Pólen faz flor virar fruta. É tipo um espermatozóide em pó. Como a janela fica fechada, não venta, que é o outro jeito de pintar um clima pra planta. “Um clima”, se é que você me entende…
— Sim.
— Então, como você não deixa a árvore seguir o curso normal da natureza, tem que ir lá e dar uma mãozinha.
— Você está me dizendo que eu tenho de estuprar a flor???
— Meio que por aí.
— Santodeus!
— Pense que você está dando uma força para ela tipo esses sites que juntam casais…
— Tipo Namoro.com?
— Isso! Você dá pra flor justinho o que ela queria. Se ela pudesse, diria "obrigada".
— Hmmm… Quanto lhe devo pela aula de botânica?
— Nada não. Quando você voltar aqui, me traz um pote de geleia de pitanga que tá tudo certo. Firmeza?
28 JAN 2013
categoria: Dicas práticas

6 dicas para cuidar de tulipas

É só chegar o inverno para supermercados e floriculturas se encherem de tulipas, consideradas, por muitos, as mais belas flores. Se você comprou ou ganhou um vaso dessas mocinhas, saiba que elas são europeias, plantas típicas de frio. As que são vendidas aqui no Brasil são cultivadas em estufas climatizadas e, quando transportadas, vão num caminhão refrigerado, porque mesmo nosso inverno não lhes agrada. Dito isso, não se chateie se, mesmo com os cuidados abaixo, a sua planta não brotar novamente, tá? Vamos a eles:

Como cuidar enquanto o vaso estiver com flor
1. Mantenha a terra sempre úmida, nunca encharcada — água em excesso atrai fungos e bactérias.
2. Deixe o vaso dentro de casa, de preferência num local arejado, perto de uma janela ensolarada.

Como cuidar quando a flor morrer
1. Ela pode perder ou não as folhas depois da floração, mas mesmo que ainda tenha folhagem, corte-a e desenterre a planta. Você vai encontrar uma espécie de "cebola", o bulbo.
2. Lave o bulbo em água corrente, esfregando para tirar a terra, como você faria com uma batata antes de descascá-la.
3. Deixe o bulbo secar bem, enrole-o de leve em papel-toalha e guarde-o no gavetão de legumes da geladeira. Quando o próximo outono chegar, plante-o num vaso com terra, areia e composto orgânico em partes iguais. Cubra o bulbo com uns 5 cm dessa mistura.
4. Deixe o vaso no sol e regue para manter úmido. Com sorte, o bulbo brotará e, no próximo inverno, você terá novas tulipas.

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