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26 JAN 2017
tags: orquídea

Como fazer um arranjo de terra com orquídeas

Há plantas que crescem na terra, como a maioria das que conhecemos. Existem outras que preferem se desenvolver usando as árvores de apoio – alô, avencas, samambaias e muitas muitas orquídeas. E há plantas que são "flex", tipo carro que funciona a álcool ou gasolina, manja?

Para fazer esse arranjo no tacho que apareceu no Mais Cor, Por Favor, as mini Phalaenopsis foram plantadas num cantinho cheio de musgo esfagno, enquanto todas as outras plantas ficaram no substrato para mudas, levinho e bem adubado. Ao longo dos meses, as orquídeas certamente vão soltar novas raízes e irão buscar "comidinha" no substrato da Forth Jardim, mas como essas plantas são "flex", se ficarem em contato com um pouquinho de terra não há mal nenhum.

E o que são essas mini Phalaenopsis de Chengpin Orquídeas? Para tudo! Cada flor é do tamanho de uma bolinha de ping-pong! Detalhe pro destaque que elas ganham tendo ao fundo as folhagens escuras das calatéias e da ginura, as maravilhazinhas verdes e roxas produzidas por R.Acosta Plantas Ornamentais. Os dois produtores, aliás, comercializam pelo Veiling Holambra, então, vai ser fácil encontrar essas espécies em gardens de todo o país. O musgo verdinho e vivo que faz acabamento vem de outro parceiro amado, a Chácara Tropical, que está comigo desde a primeira temporada e já é minha casa no Rio de Janeiro. E o musgo esfagno, aquele que serve de "caminha" para as orquídeas, foi fornecido pela Anahí Embalagens e vai garantir que o arranjo todo fique úmido por mais tempo.

Se você fizer igual em casa, só fique atento às regas: molhe bem, em abundância, dê uns dez minutos para as plantas absorverem bem a água, e então tombe o tacho devagarinho para escoar o excedente da rega. Cuidado redobrado sempre com base de arranjo que não tem furo embaixo, tá? Fazendo assim, caprichado, uma vez por semana, as plantas ficarão lindas por muito tempo – e essas orquidinhas aguentarão floridas por até três meses perto de uma janela com muita claridade.
25 JUN 2014
tags: orquídea

Sua loucura por orquídeas virou doença?

Dez anos atrás, quando me apaixonei perdidamente por orquídeas, comecei a fazer toda sorte de coisa imbecil que você possa imaginar. Enfrentei duas horas de karaokê japonês só para comprar plantas mais baratas. Enfiei o dedo em tanta lesma que perdi a conta. Quase fui mordida por uma caranguejeira que dormia sorrateira entre dois vasos recém comprados. Viajei de carro nas posições mais incômodas possíveis só para não estragar a folhagem de uma orquídea. Varei muita madrugada na feira noturna do Ceagesp em busca de uma espécie mais rara, me endividei para pagar uma Vanda e até móvel já doei para ter mais espaço paras minhas meninas.

Nada disso se compara a entrar numa loja agrícola para comprar adubo. Quando você chega nesse ponto, é sinal de que os orquidários já não são o bastante — você agora busca insumos no mesmo lugar que os produtores o fazem, a preços tão mais baixos que os das casas de jardinagem que choro só de imaginar quanto dinheiro gastei de bobeira.

Entrar nesses lugares é como visitar um mundo paralelo. Eles são grandes galpões, com tralhas do chão ao teto, frequentado por fazendeiros e pequenos produtores, toooodos homens. Os atendentes não têm pressa nenhuma, aliás, parece que o relógio local anda mais devagar. Para você ter uma ideia de como a realidade lá é bem diferente da encontra em floriculturas e orquidários limpinhos:

— Oi, o senhor tem adubo Bokashi?
— Tenho.
— Quanto está o pacote?
— Cem reais.
— Cem reais!?! Quantos gramas vêm?
— Gramas? O saco tem 40 kg, moça.

Fiquei atônita por uns minutos até meu cérebro-acostumado-com-potinhos-de-Bokashi-do-tamanho-de-um-copo-americano processar a informação.

— Moço, é tanto quilo que nem consigo calcular. Que tamanho tem o saco?
— Vem aqui.

Ele me fez dar a volta até a lateral do galpão – literalmente com fardos do chão ao teto –, onde sobrava espaço para uma só pessoa circular.

— Tá vendo aqueles sacos?
— Jisuis, é muita coisa!
— Aqueles são de 20 kg. É o dobro disso.

Pegou o espírito?
04 JUN 2014

3 dicas para melhorar as fotos de plantas

1. Aprendi com amigos fotógrafos um truque muito bom para fazer imagens amadoras parecerem sérias: clicar de perto coisas que você está acostumado a ver de longe e fotografar de muito perto aquilo que sempre está ao alcance dos olhos. Uso a dica em fotos prosaicas de plantas que encontro nas minhas andanças. Faça o teste numa bromélia, por exemplo: dá para ver o cálice tão de perto que até parece outra planta.

2. Acorde cedo. A luz do sol da manhã deixa as fotos com as cores mais vibrantes e sem aquele amarelo carregado do sol da tarde. Essa dica é especialmente importante para quem pretende fotografar ambientes externos – perto do meio-dia, as sombras ficam duras e criam grandes áreas negras nas imagens. Vale lembrar também que dias nublados costumam render fotos de flores bem mais interessantes do que os dias de sol forte logo cedo.

3. Flores caídas são um daqueles temas que todo fotógrafo amador acha o máximo, mas que os profissionais costumam considerar de uma cafonice sem tamanho. Enquanto você ainda está praticando, não tenha vergonha de ser cafona, repetitivo, sem criatividade. Com um pouco de treino, você mesmo vai buscar novas formas de enxergar o mesmo jardim.
23 ABR 2014
tags: abelha

Como evitar abelhas no bebedouro do passarinho

– Ele me ignora!
– Calma, minha filha, também não é assim.
– Me sinto rejeitada. Ele nem toca na minha comida…
Começou assim minha sessão terapêutica com o seu Daugas Friech. Por telefone, ele me consolava.
– Ele é assim mesmo, gosta de coisas espalhafatosas.
– Mais kitsch que o bebedouro que eu comprei? Impossível!
– Coloca banana, minha filha. Banana e mamão é tiro e queda.

Estava arrasada. Toda manhã eu vou até a janela conferir se a água está fresca e se comeram as sementes de girassol, mas o sabiá só me ignora. E isso porque tem uma praça enorme na frente da minha casa, um verdadeiro condomínio de aves. Nada de sabiá, nada de bem-te-vi, até as rolinhas me ignoram. Não sei em que restaurante eles devem estar indo para manter todos esses bicos cheios. De duas, uma: ou tem mais gente tentando atrair maritacas barulhentas e beija-flores fugazes, ou a bicharada não gostou do meu cardápio. Esses eram meus pensamentos até ontem, quando conversei com um santo passarinheiro, o ornitólogo Dalgas Frisch.

– Você mora em apartamento?
– Moro.
– Sabiá é bicho preguiçoso, só vai até o segundo andar.
– Ahhhh…
– Você quer beija-flor também, né?
– Seria ótimo! Eles também não chegam em apartamento alto?
– Coloca água com açúcar que eles vêem. Mas só de sexta a domingo.
– Por que?
– Senão, aparecem aquelas abelhinhas pretas.
– E…

Já estava imaginando que elas só trabalhassem em horário comercial, de segunda a sexta.
– Minha filha, quando você coloca mel na janela, elas avisam à colméia: “Aquela jornalista bonitinha colocou comida pra nós!”. Só que elas precisam de três dias para avisar a colméia inteira. Senão, não faz a ponte aérea.
– Ponte aérea?
– Sim, ponte aérea Colméia-Janela, ué.
– ?
– Essa nunca entra em crise, minha filha, nunca. Para despistar as abelhas, você coloca água com açúcar de sexta a domingo. Quando elas chegarem, na segunda, não tem mais. Elas vão insistir até terça e logo vão perceber que era alarme falso.
– Falha no Cindacta 1.
– Isso. Aí, na sexta você coloca de novo e até uma avisar a outra…
– Já é segunda!
Amei aquela idéia de frustrar abelhas. Contanto que os passarinhos apareçam, claro. Esta aeromoça aqui não é lá muito paciente.
14 ABR 2013

Flores e frutas que atraem passarinhos

Precisei de dois dias para entender que o vulto fugidio que eu via de relance na janela era uma curiosa rolinha — um macho, como soube meses depois, dada a plumagem azulada na cabeça. Era o terceiro mês em que eu colocava frutas num pratinho preso do lado de fora do vidro, no quinto andar de um prédio em frente a uma avenida barulhenta e movimentada.

Cansada de ver pedaços de mamão e banana voltarem intactos para a cozinha, eu tinha desistido de ofertar frutas ao passaredo. Numa última tentativa de ter um lampejo da infância no interior em plena metrópole, resolvi apelar: coloquei alpiste e esqueci o pratinho na janela.

“O” rolinha logo sucumbiu à tentação do novo cardápio: em pouco tempo, passou a me visitar toda manhã. Depois, trouxe o bando, e minha felicidade era quase a de ver o elefante mexer a tromba no zoológico.

Mais uma vez, tentei as frutas e os vultos encarnaram de vez. Surgiu uma maritaca, arisca como pensamento. Um bem-te-vi exibido, com sua casaca preta cobrindo o peito banana-ouro. E sanhaços, chupins, cambacicas, beija-flores e sabiás, nomes que eu descobria num livro de pássaros com a surpresa de quem recorda velhos amigos.

Em um ano, minha janela virou assunto no ponto de ônibus. Eu podia ver as pessoas apontando para meu andar quando, de manhã, ainda sonolenta, abastecia todos os pratinhos, bebedouros e bandejinhas. Mudei para o prédio vizinho e ganhei uma varanda. Os bicudos rapidamente atualizaram o plano de vôo. Cheguei a fotografar 29 maritacas se refestelando com sementes de girassol — do graúdo, me ensinaram elas, que é mais saboroso.

Uma vez por mês, ia ao Ceagesp e comprava 40 quilos de girassol, 20 quilos de painço, 4 cachos de banana nanica e 4 mamões formosas, os maiores possíveis. Me sentia a dona de um estranho restaurante vegetariano.

Meus dias se pareciam cada vez mais com os de meu avô, dono de um rancho em Piracicaba (SP), quando ela finalmente apareceu. Fui para a varanda e encontrei as vasilhas reviradas, as frutas esmagadas e a grade numa imundice. Só os grãos tinham acabado. Todos. Não havia um painço de testemunha. Olhei para a vasilha de água: empoleirada na borda, a menos de um metro de mim, uma pomba cinza me observava, a cabeça dando aquelas inclinadas rápidas e discretas que só os pássaros sabem dar. Fiz um gesto amplo com o braço para que ela fosse embora. Ela voou num meio círculo raso e pousou na grade, meio metro adiante.

Não consegui manter a intrusa longe e, na velocidade das notícias ruins, logo meu marido soube da pomba. E a vizinha de baixo. E a síndica. Antes que o assunto virasse pauta da reunião de condomínio, suspendi todas as vasilhas e deixei o passaredo na secura. Nem água eles tinham. Quase morri de dó vendo as jovens maritacas, o pescoço ainda desplumado, caminhando ansiosas pela grade, como que procurando uma passagem secreta para a mesa farta.

Passaram-se meses nisso, com as pombas – elas agora eram três – obstinadamente me visitando todo santo dia. A clientela que ainda vinha precisava se contentar com as flores de russélia e as jabuticabas e pitangas que, mal maduravam, já enchiam o bico da passarada. Até que, enfim, as pombas desistiram do meu restaurante.

Hoje, nenhum tipo de grão vai para os pratinhos, reabastecidos toda manhã com mamão, banana e, eventualmente, abacate. Os chupins desapareceram me deixando como pagamento uma linda pena negra, que guardei em uma caixinha. Com a suspensão da oferta de sementes de girassol, as maritacas rarearam e só umas cinco vêm comer frutas. Mas sabiás, beija-flores, sanhaços, bem-te-vis e cambacicas continuam fregueses.

Eu já consigo reconhecer seus filhotes adolescentes, tremelicando de ansiedade e fome enquanto os pais ainda lhes levam alimento ao bico, uma cena rara que, hoje sei, é mais que o elefante e sua tromba, é a girafa, o leão, a savana inteira.

Nos dias nublados, “o” rolinha aparece, fuça as vasilhas e bebe água. Pisoteia as frutas com desdém. Me lança um olhar maroto, na esperança de que eu tenha pena. Eu, claro, fico de bico calado.
10 MAR 2013

Como fazer a árvore dar fruta dentro de casa

— Moço, preciso de um adubo dos bons.
— Para quê?
— É que tenho uma pitangueira em casa, mas ela não dá fruta.
— Quanto tempo ela tem?
— Ah, um bocado. Só comigo, está há seis anos.
— E dá flor?
— Então, isso que é estranho… Dá flor, mas ela seca e cai. Já viu pitangueira que não dá pitanga?
— Você mora em casa ou apartamento?
— Em apartamento. Ela fica na sala, num vaso bem grande.
— Num vaso?!? Na sala??? Na varanda, né?
— Não, na sala mesmo. Mas fica do ladinho da janela!
— E a janela fica aberta?
— Não, passa a maior parte do tempo fe…
— Fechada. Sabia. Esse é o problema.
— Minha pitangueira não dá fruta porque a janela fica fechada?
— É.
— E se a janela ficasse aberta…
— Escancarada.
— Se a janela ficasse escancarada, eu teria pitangas?
— O bastante para fazer geléia.
— Não sei se peguei direito a coisa…
— Relaxa. Nem tudo está perdido. Sua pitangueira é grande?
— Bate no teto, deve ter uns três metros…
— E dá muitas flores?
— Não sei…
— Você conseguiria contar todas?
— Acho que sim.
— Não são muitas. Compre um pincel macio.
— Um pincel?!?
— Isso. Quando as flores estiverem abertas, passe o pincel nelas. Como se fosse pintá-las. Com cuidado.
— Como se eu fosse pintá-las.
— Exatamente. Passe em quantas conseguir encontrar. Você terá pitangas na próxima florada.
— Mesmo?
— Ah, sem dúvida.
— Só para o caso de o lance da janela e do pincel não ter ficado claro, você poderia me explicar por que tenho de pintar as flores?
— Manja aquele baratinho preto e amarelo chamado abelha?
— Lógico. Eu sei o que é uma abelha.
— E sabe pra quê ela serve além de picar e fazer mel? Ela carrega pólen. Pólen faz flor virar fruta. É tipo um espermatozóide em pó. Como a janela fica fechada, não venta, que é o outro jeito de pintar um clima pra planta. “Um clima”, se é que você me entende…
— Sim.
— Então, como você não deixa a árvore seguir o curso normal da natureza, tem que ir lá e dar uma mãozinha.
— Você está me dizendo que eu tenho de estuprar a flor???
— Meio que por aí.
— Santodeus!
— Pense que você está dando uma força para ela tipo esses sites que juntam casais…
— Tipo Namoro.com?
— Isso! Você dá pra flor justinho o que ela queria. Se ela pudesse, diria "obrigada".
— Hmmm… Quanto lhe devo pela aula de botânica?
— Nada não. Quando você voltar aqui, me traz um pote de geleia de pitanga que tá tudo certo. Firmeza?
09 FEV 2013

3 usos espertos para as bandejas de isopor

Vamos combinar, elas poluem. São feias. E frágeis. E não ficam bem de pratinho pra vaso, não. Tentei pintar algumas, mas, com a umidade, a tinta sai. Eu continuaria a ter 37 detestáveis bandejinhas de isopor não fossem dois brilhantes acasos.

Fui comprar queijo no mercado central e o vendedor usou pedaços de bandejinha para cobrir as áreas expostas de uma fatia de brie. Como esse queijo endurece em contato com o ar, o isopor “cola” nele e protege o corte, mantendo a cremosidade. Fiz o teste com outros queijos moles e posso garantir que eles duram mais na geladeira.

O segundo uso é bem mais, digamos, popular (a menos que você tenha uma fábrica de brie, é claro). Ao montar um vaso para receber uma planta, faça a drenagem com cacos de isopor em vez de argila expandida. Eles deixam o vaso mais leve e não atraem nenhum tipo de praga. A única observação é que não tampem completamente os furos do vaso, até porque o isopor vai ficando mais compacto com o tempo e pode entupir a saída de água. Resolva isso arrumando os pedaços de isopor de modo a deixarem vãos estratégicos perto dos furos. Aliás, orquídeas de árvore – como a Phalaenopsis aí da foto – adoram substrato leve, então, você pode misturar pedaços de isopor aos cacos de carvão, casca de pinus e chips de coco (que compõem o substrato misto mais comum).  Tenho usado tanto isopor nas minhas plantas que acabei em menos de um mês com a coleção de bandejinhas.

O terceiro uso? Render um post ecológico não vale?
29 DEZ 2012
tags: orquídea

Ela só quer, só pensa em namorar - 2/2*

De todos os estratagemas para evitar a autopolinização, nenhum supera os aplicados pela Amorphophallus titanum da foto aí em cima. Oriunda da ilha de Sumatra, essa planta coleciona superlativos: é a maior inflorescência do mundo, com um conjunto de estruturas florais de 3 metros de altura por 1,2 metros de diâmetro; possui um tubérculo subterrâneo da grossura da perna de um ser humano adulto, pesando mais de 77 kg; e consegue emitir quase tanto calor quanto um homem saudável, alcançando impressionantes 36ºC no auge da floração. Seu feito mais peculiar, no entanto, está em suas estratégias de reprodução.

Depois de 5 anos de amadurecimento, a Amorphophallus titanum produz uma gigantesca e solitária inflorescência, que emana o perfume pungente de peixe podre misturado a corpos em decomposição — daí seu carinhoso apelido, planta-cadáver. Composto por moléculas voláteis de dimetil trissulfeto e dimetil dissulfeto, o cheiro é aquecido por uma estrutura especializada, o espádice, para então atingir um raio de até 804 metros de distância. Tamanha fedentina logo atrai hordas de moscas, besouros, baratas, abelhas e outros bichinhos que gostam de se refestelar em qualquer dejeto orgânico sujo, úmido e mal cheiroso. Os insetos penetram pelas dobras da planta, ainda fechada, e ficam zanzando no meio de suas estruturas reprodutoras. À noite, a inflorescência se abre, mas dura apenas dois dias — para alívio dos povos indonésios —, revelando em sua curta vida uma das maiores sacadas vegetais a favor da polinização cruzada, ao amadurecer em tempos diferentes as duas partes de seu aparelho reprodutivo. Nas primeiras 24 horas, apenas a porção feminina da planta está ativa, recebendo dos insetos o pólen trazido de outra planta-cadáver. A porção masculina só é ativada no segundo dia, quando os visitantes começam a debandar, carregando consigo os gametas masculinos que serão levados para outro fedorento espécime.

O gasto de energia para concluir o processo todo é tão grande que a Amorphophallus titanum precisa de outros três anos para reconstituir seus estoques de nutrientes e armazenar energia suficiente para florir outra vez. “Sou fascinado por esse monstro”, comenta Mohammad Mehdi Fayyaz, diretor do departamento de Botânica da Universidade de Wisconsin-Madison, em Madison, nos Estados Unidos. Sua paixão por essa rara planta, aliás, transformou a última floração da Amorphophallus titanum, em 2001, em um acontecimento acompanhado por 25 mil visitantes à área de estufas e jardins da universidade, além de gerar um site com 900 milhões de views em apenas um mês. “No dia em que Big Bucky começou a abrir, o serviço de web-cam da universidade registrou quase 2 mil acessos por segundo”, comemorou Fayyaz, chamando sua querida planta pelo apelido que ela ganhou quando ainda era uma mera batatinha.

Por que tantos seres humanos se interessariam por uma planta considerada repugnante é uma pergunta difícil de responder, mas por que um ser vivo desprovido de cérebro se dá a tamanho trabalho só para se reproduzir, aí, sim, está algo fascinante. Não seria muito mais eficaz a planta simplesmente facilitar a polinização, deixando seus grãos de pólen em locais à vista de qualquer agente, fosse ele o vento, a água ou um animal qualquer? A resposta é não.

“Se a planta deixar seu polinário em um lugar de fácil acesso, qualquer animal não polinizador que esbarre nela levaria embora a única chance que a flor tem de se reproduzir”, explica a botânica e pesquisadora da USP, Ludmila Pansarin, uma das maiores especialistas brasileiras em biologia da polinização de orquidáceas.

Para que apenas o polinizador certo encontre os grãos de pólen tão obstinadamente protegidos pelas pétalas é que a planta cria tantas modificações de cor, cheiro, forma e textura. “Isso garante que somente um animal com tamanho e comportamento adequados será capaz de removê-los e levá-los até outra flor”, completa Ludmila.

Assim, flores vermelhas e alaranjadas são feitas exclusivamente para atrair pássaros e borboletas, enquanto as azuis e amarelas focam nas abelhas, que enxergam apenas espectros ultravioletas. Se o intermediário dos gametas for uma mariposa ou morcego, a melhor estratégia é florir à noite e oferecer algo para se comer ou, quem sabe, um cheiro doce e persistente. Aliás, para se ter uma ideia de sua importância na agricultura, uma única colônia de morcegos pode ser responsável pela produção anual de 9 milhões de mudas de árvores frutíferas.

Iludir ou agradar o polinizador é o que garantirá à planta que mesmo um visitante fugidio lhe ajude a gerar uma prole forte. A orquídea-cometa sabe bem como fazer isso: conhecida cientificamente por Angraecum sesquipedale, ela produz um estreito tubinho com néctar ao fundo, só alcançado pela língua de algumas espécies de mariposas, que promovem a fecundação da planta enquanto se alimentam.

Outras flores são tão rigorosas com relação a por quem permitem serem bulinadas que mesmo um inseto de comportamento semelhante ao do polinizador não poderia se passar por tal. É o caso da Cryptostylis ovata, polinizada por um tipo específico de vespinha, a Lissopimpla excelsa; da Drakaea glyptodon, visitada apenas pelas abelhas Zapilothynnus trilobatus; ou da Chiloglottis trapeziformis, polinizada por Neozeleboria cryptoides — cada uma dessas plantas emite um ferormônio específico para atrair os machos desses insetos.

A capacidade de produzir tantas adaptações, aliás, é ainda mais notável se lembrarmos que a maioria das plantas realiza essa mágica com apenas 12 nutrientes básicos. São substâncias tão elementares quanto um punhado de nitrogênio, fósforo e potássio, acrescidos de pequenas parcelas de ferro, boro, cobre, zinco, cálcio, enxofre, magnésio e manganês, além de pitadas quase insignificantes de molibdênio. Um elixir que, para uma flor, certamente deve ser afrodisíaco.

*Segunda parte da versão original de texto publicado na revista Superinteressante de março de 2012. Leia a primeira parte aqui.
28 DEZ 2012
tags: orquídea

Ela só quer, só pensa em namorar - 1/2*

Mal entrou na puberdade, ela só pensa naquilo. Uns argumentam que ainda é jovem, um botão em flor, mas isso nunca foi um grande problema para ela, que vem se preparando para desabrochar desde que era um brotinho. Apesar de ter criado raízes junto aos pais, ela sente que é hora de formar sua própria família e gerar seus rebentos. Para conceber as sementes dessa transformação silenciosa, a moça se insinua aos quatro ventos, ludibria os varões, lhes cria sugestivas armadilhas sexuais, promete um frenesi luxuriante, a dança do acasalamento. Se preciso, ela se vestirá de forma voluptuosa e se cobrirá com enganosos perfumes, tudo para deixar sua herança na terra – e, com sorte, gerar bons frutos no futuro.

Sob a ótica de uma flor, um jardim é uma grande bacanal. Cactos e ipês fazem. Trepadeiras, claro, fazem. A mais prosaica violeta e a rosa caríssima, fazem. Até mesmo as carnívoras, essas sádicas, fazem. De fato, assim que provaram o gostinho da coisa pela primeira vez, cerca de 145 milhões de anos atrás, 415 milhões de anos depois de a primeira alga verde galgar terra firme, as plantas logo perceberam que o sexo poderia lhes trazer benefícios sobre suas irmãs virginais. E, desde então, se tornaram verdadeiras profissionais do ramo.

À primeira vista, pode parecer desnecessário que uma flor se transforme em uma rameira assim, a olhos vistos. Isso porque, como acontece com a maioria das plantas, as flores costumam ser hermafroditas: um mesmo indivíduo tem tanto um ovário, sua porção feminina, quanto grãos de pólen, pequenas estruturas que encerram os gametas masculinos. A reprodução sexuada, que leva o pólen até o ovário, não deveria, portanto, demandar tanta energia sexual. No entanto, uma flor só se entregará ao solitário prazer da autofecundação se estiver, digamos, muito necessitada.

A explicação para essa quedinha pela safadeza é bem simples. Um vegetal que se autofecunda cria descendentes geneticamente idênticos à mãe, perdendo a variedade genética que o ajudará a viver num mundo competitivo e hostil. Portanto, como não podem sair do lugar para um troca-troca, as flores recorrem à ajuda de aves, insetos ou pequenos mamíferos — os polinizadores — para misturar seu material genético ao de outra flor.

O mais cândido vasinho de orquídeas esconde um arsenal de estratégias libertinas dignas de constar não de um compêndio de botânica, mas, sim, das páginas de Os 120 Dias de Sodoma. Com algo entre 24 mil e 35 mil espécies espalhadas por todas as partes do mundo, com a exceção da Antártida, as orquídeas são a mais numerosa família de floríferas e as maiores peritas em dissimulações em busca de favores sexuais. Para atrair o polinizador certo, uma orquídea é capaz de se tornar irresistível, perfumada e saborosa para um bicho enquanto para todos os outros animais não passa de uma planta sem graça, às vezes até mesmo repulsiva.

Cymbidium serratum, uma orquídea nativa da China, tem cor e sabor absolutamente inexpressivos — a menos que você seja um camundongo da espécie Rattus fulvescens, que se alimenta de pétalas da flor em troca de arrastar seus grãos de pólen de um lado para o outro. O que parece um ato masoquista à primeira vista é, na verdade, uma sofisticada estratégia de reprodução, que garante ao Cymbidium serratum trocar material genético de duas plantas diferentes, às vezes situadas a quilômetros de distância uma da outra.

Para alegria de botânicos e jardineiros, essas estratégias sexuais podem ser muito menos sacrificantes para a planta — ainda que frustrem o polinizador na maior parte das vezes. Conhecido por suas flores de aspecto bizarro, que cheiram a carniça, o gênero Bulbophyllum oferece às moscas-varejeiras a ilusão de que encontrarão ali um pouco de matéria orgânica em decomposição onde possam depositar seus preciosos ovos. Atraídos pelo cheiro, os insetos pousam na flor só para notarem, surpresos, que sofreram um embuste. Enquanto passeiam aturdidos pelas pétalas da orquídea, eles acabam esbarrando nos grãos de pólen, que se aderem às suas patas, prontos para ganhar os céus em busca de outro sagaz Bulbophyllum. O mesmo faz a flor-pelicano, Aristolochia grandiflora, uma prima da magnólia e do abacateiro, com o requinte de prender o polinizador curioso em uma armadilha de pelos e só soltá-lo após satisfazer seus desejos libidinosos.

As orquídeas do gênero Coryanthes vão ainda mais longe. Usando apenas a luz do sol, um pouco de água e nutrientes dispersos no ar e no solo, as flores da Coryanthes criam engenhosas armadilhas para os machos da abelha Euglossini, seus insaciáveis visitantes. Uma pétala foi modificada para ficar lisa e côncava como um copo de vidro. Para impedir a abelha de voar, a flor tem glândulas que secretam água e óleos para dentro do copo, formando uma “piscininha” na qual os insetos, invariavelmente, acabam caindo. Com as asas encharcadas e sem poder escalar a flor internamente, as Euglossini são obrigadas a fugir da morte pela única parte seca acessível da planta — exatamente o canal que leva aos grãos de pólen.

Mecanismo ainda mais sofisticado usam as Ophrys, conhecidas popularmente por erva-mosca, orquídeas-abelhas ou orquídeas-aranha, dependendo da espécie. As flores desse gênero europeu surgem no alto de longas e finas hastes, que as destacam da mata rasteira em redor. Com uma penugem negra ou castanha que imita os padrões gráficos do abdômen das abelhas ou vespas que as polinizam, as flores de Ophrys, não satisfeitas em simplesmente parecer um inseto, ainda produzem ferormônios idênticos aos exalados pelas fêmeas de seus polinizadores. Balançando suavemente ao vento, elas praticamente acendem a luz vermelha e abrem a porta da alcova para os machos excitados. Eles rapidamente se atracam com as flores, mas seu frenesi dura poucos segundos, até que os desolados insetos notem o engano e desapareçam — levando consigo os ladinos grãos de pólen.

Apesar de todas essas ardilosas estratégias para evitar a autopolinização, não trocar material genético com outra planta pode ser muito útil. Em um ambiente com quantidades ideais de luz e clima, uma violeta-africana produz flores no alto de hastes longas, boas para atrair a atenção de insetos. Curiosamente, se notar que as condições para florescer estão prejudicadas — o clima ficou frio ou quente demais, por exemplo —, a mesma violeta pode gerar flores de haste curta, que ficam escondidas pelas folhas e se autofecundam ainda em botão. Nesse caso, o alerta que vai determinar a modalidade do sexo é dado por proteínas e cloroplastos, estruturas celulares especializadas, que registram, entre outras coisas, alterações na intensidade da luz solar ou na quantidade de horas de escuro. “Uma planta é capaz de perceber mudanças mínimas na oferta de nutrientes ou mesmo detectar que os dias estão ficando mais curtos e, portanto, o inverno está chegando”, explica o biólogo Thales Kronenberger, especialista em biologia molecular e parasitologia.

*Primeira parte da versão original do texto publicado na revista Superinteressante de março de 2013. Leia a segunda parte aqui.
30 NOV 2012
tags: orquídea

Onde comprar orquídeas com desconto

Quem é fã de orquídeas está sempre em busca de lugares mais em conta para comprar essas flores. De maneira geral, as floriculturas comuns são o pior local para encontrar preços baixos: no meio de tanta rosa, lírio, gérbera e flor-do-campo, orquídea acaba custando mais caro. Se vier numa daquelas embalagens lindas de presente, então, o preço médio de uma Cattleya híbrida fica em torno de R$ 50, desanimando quem quer começar ou aumentar a coleção. Para nossa sorte, existem muitos outros estabelecimentos com bons preços e uma variedade maior de espécies, onde as plantas são comercializadas por valores que você nem acredita serem de orquídeas. Vou citar aqui só os lugares onde já comprei e posso dizer com certeza, mas pesquise também os que ficam perto de sua casa.

Nos supermercados
A rede Pão de Açúcar comercializa Cattleyas por cerca de R$ 29,90 e Phalaenopsis ao custo médio de R$ 39,90. Se quiser fazer uma boa pechincha, leve com desconto as plantas que estão com flores murchas – logo, logo elas darão flores novamente. Também vale dar uma conferida em outras grandes redes como Carrefour, Sam’s Club, Extra, Futurama, Mambo, Natural da Terra e St. Marche, para citar os que eu mais frequento.

Em casas de material agrícola
Quem mora no interior certamente conhece aquela loja simples, quase sempre meio empoeirada, onde comprar sementes, enxadas, agrotóxicos e, dependendo do tamanho, até trator e outras máquinas agrícolas. Nem sempre esses lugares vendem orquídeas, mas lá você pode conhecer uma porção de produtores, além de encontrar preços em adubos, fungicidas, inseticidas e aditivos (que geralmente custam os olhos da cara nos orquidários). Para se ter uma ideia, um frasquinho de 100 gr de adubo de longa duração Osmocote custa uns R$ 30 num orquidário – ok, você vai ter de comprar o saco de 1 kg, mas ele vai sair por menos de R$ 60 na Qualifértil. E o Bokashi? O adubo orgânico que é vendido nas exposições de orquídeas como se fosse ouro em pó, em potinhos de 250 gr, custa R$ 6 o quilo na Cooperativa Agrícola Sul Brasil (11 3644-3189). E tem ainda muitos outros produtos legais, como Solan, Aminon, Orobor N1...

Nos pet shops
Em São Paulo, a concorrência entre dois pet shops gigantes – a Cobasi e o Pet Center Marginal – tem obrigado as duas empresas a variar a oferta de produtos, buscando outros atrativos para os donos de cães e gatos. Enquanto os dois disputam o título de maioral, você pode aproveitar os bons preços da área de jardinagem. Minha loja Cobasi preferida é a de Pinheiros (pela proximidade com o Ceasa), que recebe uma oferta bem grande de flores, inclusive orquídeas menos comuns, como a Ludisia discolor, que encontrei por lá na semana passada a R$ 22 o vaso bem entouceirado, já sem flor. Já o Pet Center Marginal faz tempo que não visito, merece uma conferida para ver se ainda estão por lá aquelas Phalaenopsis pintadas que mais parecem dálmatas.

Nas grandes lojas de material de construção
Você nem precisa pensar em reforma para ir até a Leroy Merlin mais perto de sua casa: todo mundo tem uma lâmpada queimada ou uma resistência de chuveiro para trocar. Bom, eu arranjo a desculpa que for para arrastar marido até lá, esquecê-lo no setor de ferramentas e escapulir para a área de jardinagem. Você ficaria doido se soubesse do montão de coisas bacanas que há nas grandes lojas de material de construção, além, claro, de orquídeas a bons preços. Foi lá que comprei um dos melhores borrifadores de todos os tempos (depois de aposentar aquele que quase me encharcou no vídeo, lembra?). Na C&C também há ofertas para o jardim, como carrinhos com rodinhas para enrolar e carregar o esguicho, telas plásticas de para estruturar uma touceira de Dendrobium loddigesii e substrato para orquídeas por preços bem decentes.

Nos garden shops
O mercado de jardinagem nunca esteve tão aquecido e prova disso é a proliferação de gardens shops. Esses lugares oferecem muito mais do que só plantas: há fontes, cercas bonitas, vasos vietnamitas, móveis para áreas externas, soluções para paisagistas e todos os que buscam um ambiente mais verde e bonito. Em São Paulo, meus preferidos são a MilPlantas, o Garden Sul e o Uemura Flores e Plantas.

Nas feiras livres e centrais de abastecimento
Não importa quantos habitantes tem, toda cidade que se preze é servida por uma feira livre. Nas de porte médio, há mercadões e, nas metrópoles, centrais de abastecimento que fornecem carnes frescas, alimentos recém colhidos, bugigangas para a casa e... plantas! Quanto maior sua cidade, maiores as chances de encontrar orquídeas nesses lugares. Muitas de minhas plantas vieram do Ceasa de São Paulo, mas também já comprei no Cadeg, no Rio de Janeiro. Nesses lugares, o segredo é reunir amigos para fazer as compras por atacado. Para se ter uma ideia, uma caixa com seis – SEIS! – vasos de Dendrobium pode sair por R$ 50 no Ceasa. Na Cadeg, comprei uma Phalaenopsis schilleriana, com lindas folhas pintadas, por R$ 23. Duas dicas finais: leve dinheiro vivo e exerça a arte da pechincha.

Em exposições de associações orquidófilas
São o melhor lugar onde comprar espécies exóticas ou mudas mais em conta de orquídeas premiadas. Toda cidade acaba sendo atendida por uma associação orquidófila, nem que seja da vizinhança. No Minhas Plantas, acompanhe a relação de eventos para saber onde há uma exposição perto de você. Se morar na capital paulista, não perca as feiras da Associação Orquidófila de São Paulo (AOSP), maior entidade do gênero no país – várias empresas montam barraquinhas por lá, vendendo, além de plantas, também vasos, adubos e substratos. Apesar de não muito barata, a formulação que a AOSP faz do Bokashi é uma das mais confiáveis do país. No começo do ano, também visitei a OrquidaRio, que acontece várias vezes por ano no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Não bastasse o lugar ser um dos mais belos cartões-postais cariocas, a exposição é ótima e há muitas plantas a preços a partir de R$ 15. Foi lá que gravei os vídeos da série Vanda, que você pode conferir no TVerde.

Direto com o produtor
Adoro ir ao Orquidário Oriental, em Mogi das Cruzes (SP), que promove uma feira a cada entrada de estação (a de verão está logo aí!). Acho os preços bem honestos e tudo muito organizado: tem estacionamento, praça de alimentação, passeio de trator, feira de artesanato... um programão para fazer em família! Um terço das minhas orquídeas foi comprado lá. Também amo a lojinha do orquidário da Érica Shirozu, na Quinta do Marquês, no 57 km da Rodovia Castelo Branco, sentido São Paulo, a 30 minutos da capital. O espaço é pequeno, o orquidário não tem site, mas as plantas, ai, ai... que alegria. Érica consegue fazer o milagre de ter na loja uma Cattleya híbrida grandona e perfumada, uma Stanhoepa tigrina que vai arrancar suspiros e também vários "matinhos", para os fãs de micro-orquídea como eu saírem de lá cheios de novidades.

Em cursos para iniciantes
Quando eu cansei de matar orquídeas, resolvi fazer o curso para iniciantes oferecido pelo Orquidário da Mata, em São Paulo (SP). Quem ministra as aulas é o biólogo Augusto Abel Filho, que explica coisas bem complicadas de uma forma tão simples que você se pergunta "mas como não fiz nisso antes?". As aulas de cultivo são feitas para pequenos grupos e incluem uma apostila, onde há espaço também para tomar notas e, no meu caso, desenhar insetos, manchas e flores com problemas. Em eventos assim, há sempre uma área para a venda de orquídeas e a ajuda especializada, se não do professor, ao menos da equipe do orquidário. Aliás, você vai se encantar com o casal Creuza e Muller – não deixe de trocar umas palavras com eles, entendem tudo de orquídeas.

Pela internet
Muitos produtores têm sites, onde comercializam mudas e plantas adultas, com ou sem flor, despachando-as via sedex. Os sites incluem novidades em livros, adubos importados e substratos que você talvez tenha dificuldade de encontrar em sua cidade. A planta pode ir tanto com as raízes "nuas", completamente sem substrato, para que você a plante assim que a encomenda chegar, quanto num vaso plástico, com isopor e outras proteções que evitam danos no transporte. Pode parecer estranho comprar orquídea pela internet, mas, depois que você faz isso pela primeira vez e vê o cuidado com que a planta é embalada, acaba viciando. Aqui vão alguns orquidários onde já comprei: Vandário Mokara, Colibri Orquídeas, Aranda Orquídeas, Orquidário Paulista, Vico Orquídeas, Orquidário Imirim e Orquidário Morumby.

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