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13 NOV 2013
categoria: Dicas práticas

Onde tirar suas dúvidas sobre plantas

Você tem uma planta e não sabe o nome. Ganhou uma orquídea, mas não tem a menor ideia de como cuidar dela. Encontrou insetos na sua horta e gostaria de acabar com eles sem comprometer sua salada. Foi para resolver problemas como esse que eu criei o site Minhas Plantas, no primeiro dia de Primavera de 2012.

Porque eu já fui a pessoa que entra na internet em busca dessas respostas – e não encontrava nada escrito de uma maneira que eu entendesse. Toda vez que eu lia algo como "simpodial", "rizoma" ou "caducifolia", juro, tinha vontade de desistir. Até hoje eu tenho pavor desses termos, mas finalmente aprendi o que significam e, aos poucos, procuro explicar coisas complexas de uma maneira mais simples.

Uma planta pode crescer de duas formas: para cima, como as árvores (chamado de crescimento "monopodial"), ou para os lados, como os morangos, que ficam sempre do mesmo tamanho, mas produzem cabinhos horizontais de onde sairão seus "filhos". Esse crescimento dos morangos e de muitas outras plantas se chama "simpodial", e é sempre útil saber para posicionar a planta direito no vaso. Afinal, se ela crescer só para os lados, precisará de bastante espaço com o passar dos anos.

"Rizoma" é outra palavrinha feia, mas fácil de entender: trata-se do caule rastejante das orquídeas, que fica encostadinho ao solo ou ao tronco de uma árvore. Olhe abaixo das folhas e você o encontrará. Ele nunca deve ser enterrado, porque, ao contrário das batatas e dos nabos, apodrece.

E pra terminar o show de horrores, "caducifolia" é o termo usado para as plantas que perdem as folhas em alguma época do ano, como os ipês, por exemplo. Espécies caducas enchem o chão de folhas secas, daí ser bacana saber disso ao plantar uma árvore perto da sua piscina ou na gramado em frente à porta.

Essas e outras dúvidas assombram qualquer pessoa que queira cuidar de uma plantinha em casa. E nem precisa ter vontade de virar paisagista profissional pra se deparar com uma palavra complicada, não. Tá lá no saco a palavra "substrato", que não me deixa mentir. Ou o enigmático "NPK", a sigla mais famosa da botânica. Para uns, esses são estímulos à curiosidade, à prazerosa investigação. Mas para a maioria das pessoas, esses termos complicados acabam com o desejo de ter uma horta em casa, de semear margaridinhas num canteiro ou mesmo de ter um vaso de violetas no escritório.

Por isso, antes que você desista das luvas de jardinagem e aposente seus vasos de barro, faça uma visita ao Minhas Plantas. Ele foi feito por quem já passou por todos os perrengues que você está passando. Por quem já encontrou as mesmas dificuldades que você está vivendo e já chorou muito ao encontrar nas plantas tantas lesmas e tão poucas borboletas.

Se dê um minutinho para ler algumas das dúvidas já respondidas em Dúvidas. Assista a um vídeo ensinando a regar uma orquídea. Ouça um programa para a Rádio BandNews FM – eu nem ligo de você tirar sarro do meu sotaque de Piracicaba. Fuce nas Plantas já publicadas, todas com curiosidades, usos medicinais, informações bem práticas para plantar e adubar. Vale até dar uma passada na seção de Culinária para conferir algumas das gostosuras que você pode fazer com o que plantou. Ou se enturmar com os blogueiros parceiros, tão apaixonados por plantas quanto eu e você.

Só depois de conhecer o Minhas Plantas você vai entender que dedo verde não nasce pronto, precisa ser regado com muita informação. Semeie essa ideia!
07 SET 2013
categoria: Dicas práticas
tags: joaninha

Por que é raro ver joaninhas e vagalumes em SP?

Procurar cigarra em tronco de árvore, colecionar casulo vazio de borboleta, fazer lanterna de vagalume… só mesmo quem foi criado em pequenas cidades do interior é que ainda sabe o que são esses passatempos. Com a poluição, o uso indiscriminado de agrotóxicos e a cobertura vegetal cada vez mais escassa, encontrar esses insetos na cidade grande se tornou um desafio e tanto.

“Os vagalumes usam suas luzinhas para comunicação entre os sexos. A luz artificial noturna das lâmpadas de rua afeta sua reprodução”, lamenta Vadim Viviani, professor de bioquímica da Universidade Federal de São Carlos.

Mais sorte que os pirilampos têm as joaninhas, as relações-públicas dos invertebrados: predadoras naturais de pulgões e cochonilhas, suas larvas são fornecidas por algumas faculdades e institutos para controle biológico em lavouras.

Quem tem uma horta em vasos ou um pequeno jardim pode atrair joaninhas e outros insetos benéficos de uma maneira ainda mais fácil. Basta abandonar os inseticidas tradicionais e só usar receitas caseiras ou naturais no combate das pragas. Não custa nada e ainda transformará seu cantinho verde em morada de uma micro fauna fundamental para o equilíbrio da natureza.
31 JUL 2013
categoria: Dicas práticas
tags: orquídea

5 razões para nunca mais tirar flores da mata

“Quando vi que o guarda não estava reparando, estiquei a mão e arranquei uma muda!” O relato tinha todas as características de uma grande façanha: minha amiga voltava de uma viagem para Búzios, no Rio de Janeiro, e, numa trilha preservada, encontrou uma orquídea florida e arrancou um pedaço da planta.

A história parece ser o máximo, mas, na real, é uma vergonha para todo mundo. Primeiro porque área de proteção ambiental é protegida por lei, tornando crime tentar sair de lá com qualquer coisa que não sejam fotos e lembranças. Não é difícil entender o motivo: se todo turista resolver levar para casa um souvenir da Mata Atlântica, o pouco que ainda resta dela não durará mais que alguns meses. O mesmo se aplica a qualquer outra região de mata nativa ou de natureza protegida.

Além disso, mesmo grupos pequenos de turistas causam, sim, impacto na fauna e flora local. Num descuido, a gente pisa num ninho de passarinho, esmaga uma muda de árvore, polui a água, espanta os polinizadores. Tudo isso desequilibra o mundinho que tanto as plantas quanto os animais precisam para viver e se reproduzir. Essa é uma engrenagem tão perfeita quanto delicada, como um relógio suíço. Mexer em qualquer coisa dá zebra.

Niqui minha amiga, não feliz em desrespeitar as instruções do guia, ainda mete a mão na planta e se acha vitoriosa. Agora, pensa comigo o trampo que foi trazer essa muda na mala, pegar avião com as raízes desidratando a cada minuto. Sem falar na orquídea, que estava toda feliz com a umidade natural de Búzios, e agora será condenada a viver num vaso dentro de um apartamento em São Paulo, numa região de clima completamente diferente de seu habitat.

E, honestamente, planta extraída da natureza é toda torta. Tem um monte de bicho, vem com praga, formigas mil. Não tem ninguém para ficar paparicando a coitada, então, ela tem folhas comidas, raízes cheias de insetos, uma inhaca. Fica linda na natureza, mas bem feiosa na sua sala, naquele vaso vietnamita esmaltado que você comprou por uma nota na floricultura.

Agora vem a pior parte: a maioria morre. Não se adapta às novas condições de habitat e, depois de uns dias, vai parar no lixo. Ou seja, a bravata da minha amiga não serviu para nada, só para matar a gente de vergonha.
24 JUL 2013
categoria: Dicas práticas
tags: inverno

Como proteger suas plantas no frio

É só esfriar para aquela plantinha que você mimou o ano inteiro começar a perder folhas, encher de cochonilhas ou, pior, morrer? Se seu jardim sofre com os rigores do inverno, veja três bons truques para manter as plantas saudáveis até a entrada da primavera.

Acabe com as pragas
Pulgões e cochonilhas se aproveitam da fraqueza das plantas no frio para atacar brotos, folhas e flores. A melhor maneira de se livrar dessas pragas é borrifar toda a planta com óleo de Neem, uma vez por semana.

Agasalhe seus vasos
Algumas espécies precisam ser protegidas de friagem e mudanças bruscas de temperatura. Para isso, tire os vasos de correntes de vento e envolva o cachepô em várias camadas de jornal.

Proteja contra a geada
Plantas com flores ou de folhas finas ficam mais sujeitas às queimaduras causadas pelas geadas. Se na sua cidade os termômetros ficam muito baixos, mantenha os vasos floridos dentro de casa.

Crie barreiras naturais
Quem tem muitas plantas ao ar livre — como orquídeas amarradas em árvores — pode protegê-las plantando por perto arbustos de folhagem fechada, resistentes ao frio. Murta, azaleia, buxinho e podocarpo são boas escolhas.

Regue menos
O maior vilão do inverno nem é tanto o frio e sim a umidade: com menos calor, as plantas não absorvem a água da rega tão rapidamente e o vaso fica molhado por mais tempo. Até setembro, regue menos do que o habitual.
10 ABR 2013
categoria: Dicas práticas
tags: pragas

Como acabar com lagarta nas plantas de forma natural

Identifique a planta atacada procurando no chão por bolinhas pretas, os cocôzinhos da lagarta - se a planta estiver num vaso isso será mais fácil. Investigue as folhas bem de perto em busca de uma coisa verde que se mexe. Ponha luvas se a coisa for preta, vermelha ou peluda. (Se for peluda, marrom e imóvel, pare de tentar puxar o caule da samambaia). Segure a lagartinha delicadamente com os dedos em pinça e coloque-a em um potinho com tampa furada. Procure se lembrar que aquela coisa agitada e pegajosa logo se tornará uma borboleta, que polinizará suas flores e trará vida a seu jardim.

2. Pegue a coisinha verde e mole que parou de mastigar para não ser vista e, com jeitinho, ponha a pequena faminta junto com a amiguinha. Providencie uma folha de repolho para as duas prisoneiras. Limpe o cocô da vasilhinha e certifique-se de ter rosqueado bem a tampa. Mentalize que os dois insetinhos logo virarão casulos e pararão de comer e soltar excrementos.

3. Segure com firmeza a lagarta que começou a comer mais depressa para garantir a refeição, duas folhas acima. Pragueje baixinho enquanto tenta colocá-la no potinho ao mesmo tempo em que impede que as outras duas fujam. Limpe o cocô e acrescente duas folhas de repolho. Afaste da mente a imagem de saírem mariposas e não borboletas dos malditos casulos.

4. Vire a planta do avesso para encontrar três lagartas escondidas atrás dela. Sacuda a folha até que as fiadumaégua caiam numa bacia. Passe as lagartas anteriores para a bacia e lacre a tampa com cola quente, lembrando-se antes de jogar couve e um repolho inteiro para as pestes. Procure na internet alternativas para polinizar as plantas sem borboletas ou mariposas.

5. Descarte suas luvas cobertas de baba verde e coloque luvas novas. Anote num papel para comprar repolho e couve na feira. Limpe o cocô das pestes com uma pá enquanto abre espaço na bacia para arremessar o que sobrou de uma folha com uma gangue inteira de taturanas assassinas. Solte um palavrão. Peça ajuda a um amigo de sangue-frio e coração mole para retirar da parede as lagartas que fugiram enquanto você adicionava as mais recentes. Solte outro palavrão, mais comprido, enquanto tenta se recordar de como era seu jardim antes do ataque das pragas do Egito. Procure o telefone da Vigilância Sanitária e cheque no pet shop se há sapos à venda.

6. Coloque luvas novas enquanto vai até a casa do vizinho tirar das plantas dele as lagartas que fugiram pelo muro. Chame um serralheiro para soldar o contêiner de metal com as lagartas dentro, não sem antes atirar ali cinco repolhos, oito couves e dez maços de brócolis. Ignore as risadinhas delas. Ligue no Instituto de Biologia da Faculdade de Ciências Naturais mais próxima e pergunte quantas semanas levam para as lagartas do capeta encasularem. Experimente oferecer uma propina para eles levarem o conteiner pra faculdade. Em caso negativo, satisfaça-se com a ideia de que gafanhotos fariam um estrago ainda pior.

7. Assim que os casulos abrirem, pegue sua bicicleta e leve as abomináveis mariposas para um passeio a pelo menos 10 km da sua casa. Solte-as num local com muitos pássaros. E sapos. Volte com a alma leve por não ter poluído nem o ar nem a água com nenhum pesticida e por cultivar seu adorável jardim de forma sustentável. Solte um sonoro xingamento ao chegar em casa e encontrar uma lesma na sua begônia preferida.

Próximos textos:
- Como acabar com lesma de forma natural
- Como acabar com lagarta nem que seja preciso usar armas químicas de destruição em massa
20 MAR 2013
categoria: Dicas práticas

Como NÃO ter uma composteira em um apartamento

Sempre estranhei o fato de não encontrar em lugar nenhum orientações para fazer composto orgânico em apartamento. De fato, é uma excelente ideia ter em casa um recipiente para transformar restos de frutas, legumes e verduras em adubo. Só que a composteira que funciona tão bem numa casa com quintal nem sempre dá certo em um lugar fechado como meu apê. Minha ideia "brilhante" se mostrou uma grande enrascada tão logo a pus em prática.

Na área de serviço, montei uma caixa de papelão forrada com um saco plástico preto furadinho e bem resistente e comecei a juntar nela restos orgânicos, pedaços de jornal e folhas secas. Fiz como mandam os manuais ecológicos, remexendo aquela porcalheira uma vez por semana.

Achei que fosse feder, mas logo descobri que composteira tem cheiro de terra úmida. Depois do primeiro mês, começaram a aparecer montes de drosófilas, aquelas insistentes mosquinhas de fruta. Minha composteira virou um berçário: toda vez que mexia na caixa, tinha de pedir licença para a nuvem de mosquinhas. Várias delas morreram congeladas quando eu ia pegar alguma coisa na geladeira.

Na falta de sapos, lagartos e outros animais comedores de insetos, passei a abrir a caixa só com as janelas escancaradas. Deu certo. Com o sumiço das drosófilas, finalmente tive sossego. Foi tanta a tranqüilidade que, claro, esqueci de revolver a composteira por cinco meses. Um belo dia, fui dar uma olhada nela como quem lembra de uma panela no fogo. O composto ainda não estava pronto, mas o fundo tinha umedecido e grudado no chão. Resultado: a caixa não saía do lugar nem com reza brava. Foi parar no lixo, sem nem ter a dignidade de ser adubo, coitada.

Já li bastante a respeito de composteiras domésticas, incluindo algumas com minhocas. Me parecem muito mais resistentes e eficazes do que a minha velha caixa de papelão com plástico, claro, mas a resistência externa não resolve o problema das mosquinhas. Se você tiver ideia de como se livrar delas (minhocas carnívoras? sabiás amestrados? frutas explosivas?), deixe sua dica nos comentários que eu prometo rever meus preconceitos. Jardineiro que produz seu próprio adubo em casa é como aqueles padeiros que criam seu próprio fermento: doido, mas genial.
28 JAN 2013
categoria: Dicas práticas

6 dicas para cuidar de tulipas

É só chegar o inverno para supermercados e floriculturas se encherem de tulipas, consideradas, por muitos, as mais belas flores. Se você comprou ou ganhou um vaso dessas mocinhas, saiba que elas são europeias, plantas típicas de frio. As que são vendidas aqui no Brasil são cultivadas em estufas climatizadas e, quando transportadas, vão num caminhão refrigerado, porque mesmo nosso inverno não lhes agrada. Dito isso, não se chateie se, mesmo com os cuidados abaixo, a sua planta não brotar novamente, tá? Vamos a eles:

Como cuidar enquanto o vaso estiver com flor
1. Mantenha a terra sempre úmida, nunca encharcada — água em excesso atrai fungos e bactérias.
2. Deixe o vaso dentro de casa, de preferência num local arejado, perto de uma janela ensolarada.

Como cuidar quando a flor morrer
1. Ela pode perder ou não as folhas depois da floração, mas mesmo que ainda tenha folhagem, corte-a e desenterre a planta. Você vai encontrar uma espécie de "cebola", o bulbo.
2. Lave o bulbo em água corrente, esfregando para tirar a terra, como você faria com uma batata antes de descascá-la.
3. Deixe o bulbo secar bem, enrole-o de leve em papel-toalha e guarde-o no gavetão de legumes da geladeira. Quando o próximo outono chegar, plante-o num vaso com terra, areia e composto orgânico em partes iguais. Cubra o bulbo com uns 5 cm dessa mistura.
4. Deixe o vaso no sol e regue para manter úmido. Com sorte, o bulbo brotará e, no próximo inverno, você terá novas tulipas.
23 JAN 2013
categoria: Dicas práticas
tags: suculenta

Suculentas: manual de instruções

Se os camelos fossem vegetais, seriam da família das suculentas. Essas plantas conseguem viver bem, obrigado, mesmo nos desertos e ambientes muito secos e quentes. Para realizar essa façanha, as suculentas usam o mesmo recurso dos camelos e dromedários: armazenam água em grande quantidade.

É graças às folhas gordas e cheias de líquido que elas agüentam passar o dia todo sob sol a pino e ainda ficar tão lindas quanto uma orquídea saída de uma estufa.

Mas esse não é o único truque dessas plantas típicas da África e que têm mais de 12.000 espécies pelo mundo. Irmãs dos cactus, elas costumam ter espinhos ou uma penugem nas folhas, que retém o máximo de umidade possível. As que têm folhas “peladas” usam outro recurso para ter o mesmo efeito: são cobertas por uma cera grossa, que lhes dá um aspecto lustroso e evita a evaporação da água. Plantinhas espertas, né?

Um lugar ao sol
Como são originárias de regiões muito quentes, a maioria das suculentas gosta de sol pleno e pouca água. Se estiverem plantadas em vaso, regue duas vezes por semana ou sempre que sentir que a terra está seca. Nunca deixe água no prato: elas não gostam de ficar com os “pés” molhados. Já as suculentas plantadas diretamente no chão requerem mais regas porque a evaporação é mais rápida.

As esquecidas
Algumas espécies, como as populares flor-de-maio e onze-horas, ficam lindas em vasos presos no teto. Mas lembre-se de regá-lo: como essas plantas estão no alto, é comum acabarem esquecidas e morrerem à míngua. Sem água nem cuidados, nem mesmo uma planta-camelo consegue sobreviver.

Novinha em folha
Esqueça todas aquelas complicações de estacas e sementes: suculentas são tão fáceis de propagar que costumam fazer isso tão rápido quanto coelhos. Quando uma folha cai no chão, rapidamente cria raízes e, tchanam!, surge outra muda. Assim mesmo, como mágica. Se quiser você mesma brincar de jardineira, tire algumas folhinhas da sua suculenta, deixe secar por um ou dois dias (para que o machucado cicatrize e seque, em vez de umedecer e pegar fungos) e só depois coloque a pontinha quebrada na terra. Continue regando normalmente. Logo surgirão raízes e folhas novas.

Uma grande família
Você pode reunir em um único vaso mais de uma espécie, já que a maioria das suculentas têm os mesmos gostos por água, calor e ventilação. O vaso não precisa ser muito profundo também, uma vez que as raízes delas não são compridas (com exceção para alguns cactos de grande porte). Agrupe as plantas de forma que as suculentas maiores não façam sombra nas menores. Se for preciso, vire o vaso de tempos em tempos para proporcionar um crescimento por igual.

Flor de pedra
Chama-se Echeverias o gênero ao qual pertencem as suculentas cujas folhas fazem uma grande flor, semelhante à uma mandala. De coloração cinza esverdeada ou azulada, essa espécie é conhecida também como rosa-de-pedra e se dá muito bem em vasos. Quando for molhá-las, evite derramar água nas folhas. Como bem diz o ditado, água mole em pedra dura tanto bate...
24 NOV 2012
categoria: Dicas práticas
tags: orquídea

Um jeito divertido (e nerd!) de ser jardineiro

“Quando mudei a planta de vaso, vi umas lesmas bem nojentas no meio das raízes. Éca!” Páginas à frente: “Finalmente a flor abriu. As pétalas são roxas e o miolo, lilás. É linda!” Mais uma folheada: "As folhas estão cheias de pintas pretas, será fungo outra vez?".

Foi ideia de um orquidófilo experiente que eu começasse a anotar as datas em que minhas plantas floresciam. Daí para criar diários sobre a animada vida vegetal foi um pulo: hoje, tenho a vida de 151 espécies narradas em pormenores nos meus caderninhos e numa planilha no Excell.

Cada página tem uma ficha técnica, com dados como altura e época de floração, além de fotos que registram grandes momentos, como o primeiro botão da minha Vanda tessellata ou o dia em que o Mediocalcar decoratum aí da foto finalmente acordou da hibernação.

Tá bom, é um troço meio econerd. Mas é divertido acompanhar minhas meninas. Criança cresce tão rápido…
21 OUT 2012
categoria: Dicas práticas
tags: orquídea

Minha namorada Vanda

Eu lembro como se fosse hoje da primeira vez que vi a Vanda. Ela estava numa floricultura, em pé, ao lado de uma bancada de vasos. Eu já a olhava de longe, observando a delicadeza de seus contornos, quando bateu um ventinho e ela se virou para mim, ruiva e linda. Meu coração deu duas batidas, uma paradinha e um suspiro. Com a bênção do marido, levei a Vanda pra casa.

Acontece que minha Vanda se tornou tão caprichosa quanto a flor do Pequeno Príncipe. Queria que eu borrifasse água em sua cútis, protegesse-a de picadas de insetos, refrescasse seus pés no calor, cobrisse sua fronte no frio. Logo virei sua escrava. Acordava mais cedo para lhe dar de beber, dormia mais tarde à espera de um botão, um broto. Três anos se passaram e nada, nenhum sinal de agradecimento.

No Dia dos Namorados do ano passado, eu e Vanda brigamos. Estava cansada de sua insolência e passei a tratá-la como uma qualquer. Ela, bandida que só, parece ter gostado do descaso ensaiado, porque então rebentou uma raiz, e outra, e outras muitas, grossas como dedos que me segurassem para que eu não fosse embora. Claro que não fui.

No Dia dos Namorados de 2013, completaremos cinco anos juntas. Minha Vanda ainda não deu flores em casa, mas depois de gravar uma série inteira sobre o cultivo dessas orquídeas (aqui, aqui, aqui e aqui), estou esperançosa de ganhar ao menos um beijo.

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